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18/06/2010 - 09h56 / Atualizada 18/06/2010 - 10h16

Dólar comercial abre em baixa de 0,73% a R$ 1,777

São Paulo - O dólar comercial iniciou em baixa de 0,73% as negociações de hoje no mercado interbancário de câmbio, cotado a R$ 1,777. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu em queda de 0,60% a R$ 1,778. A cautela no exterior, diante da agenda econômica vazia nos Estados Unidos e da expectativa do encontro entre a Espanha e o Fundo Monetário Internacional (FMI), contudo, pode ser uma força motriz que o dólar busca para realizar lucros ante o real, depois de perder cerca de 1,5% nos últimos quatro pregões.

Fontes avaliam que o mercado de câmbio doméstico deve adotar cautela até que as Bolsas de Nova York confirmem uma direção para o dia. Porém, a tendência é de uma dose extra de volatilidade em Wall Street, por causa do vencimento quádruplo, da agenda esvaziada e da proximidade do fim de semana. "Há uma expectativa de novas notícias sobre os pontos de tensão dos mercados no fim de semana e a tendência é não ficar posicionado em ativos de risco", comenta um operador de uma corretora paulista. O ouro à vista, por exemplo, atingiu recorde de alta nesta manhã, negociado a US$ 1.256,85 por onça-troy, sinalizando a fuga dos investidores para ativos mais seguros.

No ambiente internacional, o destaque do dia é o encontro do primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, com o diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, em Madri. A reunião ocorre em meio a rumores, divulgados pela mídia, de que a Espanha poderia ser a próxima da lista a buscar um pacote de ajuda financeira similar ao ofertado à Grécia, em parceria do FMI com a União Europeia (UE). Há também a possibilidade de o Tesouro dos EUA se envolver na operação. Porém, muitos receios foram dissipados após o êxito de ontem do leilão de títulos de longo prazo da Espanha, que ficou perto do teto da faixa prevista pelo governo, de até 3,5 bilhões de euros.

Internamente, chama a atenção o segundo recorde seguido registrado nas negociações com o dólar à vista. Ontem, o número de negócios somou 301, acima do marca histórica obtida no dia anterior, quando totalizou 258 negócios. O volume financeiro de ontem foi de US$ 345,750 milhões. Para o diretor da mesa de dívida da ICAP/Garban, Felipe Brandão, os negócios com a moeda brasileira têm atraído cada vez mais investidores, não apenas no mercado de derivativos. "Isso está em linha com o que (ministro da Fazenda, Guido) Mantega disse ontem", comenta. Durante discurso na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Mantega afirmou que o real já é a segunda moeda mais transacionada no mercado futuro e de opções em termos mundiais, perdendo apenas para o dólar. "Estamos à frente do iene, da libra e do euro como moeda de transação. O real é uma moeda que impõe respeito em nível internacional", disse.

Com isso, os especialistas monitoram de perto as expectativas de entrada de recursos estrangeiros no País, tanto por meio de operações de empresas quanto por causa do ciclo de aperto monetário da economia brasileira. Nessa linha, a notícia de que o Fundo Soberano do Brasil (FSB) recebeu aval para sua primeira operação de apoio às empresas estatais, com a autorização para comprar até 62,5 milhões de ações na oferta pública a ser realizada pelo Banco do Brasil, tende a diminuir a fatia de estrangeiros na operação. Pelo valor de mercado ontem das ações do BB, o investimento pode alcançar R$ 1,7 bilhão, cerca de 10% do total disponível no Fundo Soberano.

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