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21/06/2010 - 15h04 / Atualizada 21/06/2010 - 15h50

Bolsas europeias fecham em alta, puxadas por China

Londres - Os principais índices de ações da Europa fecharam o dia em alta, puxados por ganhos nos papéis de empresas ligadas ao setor de matérias-primas, após a China anunciar que flexibilizará seu regime de câmbio. O euro se valorizou ante o dólar, enquanto os preços do petróleo subiram.

Ao fim da sessão, o índice pan-europeu Stoxx 600 registrava alta de 1,05%, aos 258,18 pontos. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,92%, para 5.299,11 pontos, enquanto o índice CAC-40, da Bolsa de Paris, encerrou a sessão com alta de 1,33%, aos 3.736,15 pontos. O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, avançou 1,22%, para 6.292,97 pontos. O índice IBEX 35, de Madri, subiu 1,00%, para 10.071,90 pontos.

O Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês) anunciou no sábado que serão adotadas medidas para aumentar a flexibilidade da taxa de câmbio do país, que permanecia fixa em relação ao dólar há quase dois anos. A decisão foi interpretada como um sinal de que Pequim permitirá que o yuan se valorize gradualmente em relação ao dólar. Isso gerou expectativas de aumento da demanda chinesa por commodities, o que elevou os preços dos metais e impulsionou as ações do segmento de matérias-primas.

Os papéis da mineradora Vedanta Resources avançaram 6,01% em Londres, enquanto os da ArcelorMittal subiram 5,66% em Paris. O índice Pan European Stoxx 600 para o setor de matérias-primas subiu 4,2%. As ações de exportadores europeus também tiveram alta, especialmente as de empresas do segmento de luxo. Os papéis da BMW avançaram 2,69%, as da Daimler subiram 3,20%, a Swatch viu ganhos de 5,36% e a Richemont teve alta de 4,11%. Para as empresas do mercado de luxo, "um yuan forte é automaticamente favorável, tanto por acelerar vendas como por aumentar as margens de lucros", disseram estrategistas do Société Générale.

Apesar dos ganhos, muitos analistas advertem que o otimismo do mercado pode ser exagerado. O anúncio - feito poucos dias antes do encontro do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo), no próximo fim de semana - seria uma mera estratégia política para acalmar as críticas à China. Os participantes do mercado também dizem que falta clareza quanto aos detalhes das mudanças nas políticas cambiais. "O anúncio parece mais um comunicado de intenções do que um programa de ações", afirmou o analista da Jeremy Batstone-Carr, Charles Stanley.

No segmento de petróleo, as ações da BP contrariaram a tendência do mercado e caíram 2,22%, depois que a companhia anunciou que os custos relacionados ao vazamento de petróleo no Golfo do México atingiram US$ 2 bilhões. As ações da Acergy e da Subsea 7 subiram cerca de 9%, após anunciarem que a Acergy comprará a Subsea 7 por meio de um acordo baseado em ações avaliado em US$ 5,4 bilhões. Os papéis do grupo químico holandês Akzo Nobel tiveram alta de 2,1%, após a Corn Products International anunciar que vai comprar a unidade National Starch por US$ 1,3 bilhão. As informações são da Dow Jones.

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