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21/06/2010 - 16h59 / Atualizada 21/06/2010 - 17h25

Dólar comercial fecha em alta de 0,11% a R$ 1,774

São Paulo - A decisão da China de acenar com a flexibilização cambial promoveu euforia em quase todos os mercados no início do dia, mas teve seu efeito reduzido na medida em que era assimilada pelos investidores, já que pode não ter efeito prático no curto e talvez nem no médio prazo, acreditam os operadores. Por isso, o euro, que encostou em US$ 1,25 pela manhã, maior cotação em um mês, recuou ao longo da sessão e passou a cair quando ficou mais claro que a medida, quando efetivada, deve beneficiar mais as moedas ligadas a matérias-primas (commodities) - como o real, o dólar australiano e da Nova Zelândia.

No mercado doméstico de câmbio, o dólar americano, que abriu a segunda-feira em queda de 0,85% a R$ 1,757, reduziu a baixa ao longo das negociações, seguiu a inversão de sinal nas bolsas de Nova York (as ações começaram a cair) ao final da sessão e acabou em alta de 0,11% - a primeira em seis pregões - a R$ 1,774. O dólar chegou a encostar no piso de R$ 1,75 na mínima do dia (R$ 1,755), o que não acontecia desde o início de maio. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista subiu 0,06% e fechou o pregão a R$ 1,773. O euro comercial caiu 0,37% para R$ 2,183.

A notícia sobre a política cambial da China é positiva para a exportação de commodities, e isso beneficia o Brasil, que ainda conta, a seu favor, com as perspectivas de volta do fluxo de recursos estrangeiros. "Além de operações como a oferta de ações do BB e a capitalização da Petrobras, há a expectativa de IPOs (ofertas públicas iniciais de ações) e da retomada das captações externas", citou Felipe Brandão, agente para mercados emergentes da Icap Brasil.

Dentre os dados macroeconômicos, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 806 milhões na terceira semana de junho. Em cinco dias úteis, as exportações somaram US$ 4,075 bilhões e as importações, US$ 3,269 bilhões. Com o resultado, no acumulado de junho até ontem, o saldo comercial está positivo em US$ 1,785 bilhão e no ano, o superávit alcança US$ 7,394 bilhões - saldo 40,3% menor que o registrado em igual período de 2009.

O Banco Central manteve a prática de comprar dólares em leilão no mercado interbancário à vista. Na intervenção realizada quase no final dos negócios, por volta as 16 horas, o BC fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,773. Desde maio do ano passado, a autoridade monetária compra dólares diariamente no mercado, que vão para as reservas internacionais.

No segmento de câmbio turismo, o dólar subiu 1,08% para R$ 1,88 na ponta de venda e R$ 1,76 para compra. O euro turismo teve valorização de 1,31% e fechou o dia em média a R$ 2,317 (venda) e R$ 2,167 (compra).

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