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21/06/2010 - 18h21 / Atualizada 21/06/2010 - 18h42

FGTS será liberado a vítimas da chuva, diz Lula

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje um minuto de silêncio para as vítimas das enchentes de Alagoas e Pernambuco. O pedido ocorreu durante a 4ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília, onde também afirmou que enviará um hospital das Forças Armadas para ajudar as pessoas afetadas pela chuva e que pretende liberar saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). "Vamos fazer tudo com a mesma rapidez que fizemos para os atingidos em Santa Catarina e Rio de Janeiro, inclusive liberando o fundo de garantia para quem tem". Durante a conferência, Lula assinou um decreto regulamentando a lei de saneamento.

Lula aproveitou o rápido discurso de improviso, que durou apenas 15 minutos, para se despedir dos movimentos sociais presentes ao encontro. "Esta é a última conferência (desse segmento) da qual participo como presidente da República deste País", disse Lula, aplaudido de pé, com gritos de "olé, olé, olá, Lula lá". "Eu tenho convicção de que, nessas quatro conferências, avançamos muito e eu espero que o governo futuro veja que é mais fácil acertar ouvindo o povo do que acertar no silêncio dos gabinetes", disse Lula, que agradeceu aos representantes desses movimentos que, segundo ele, sabem que estão ali representando o que o povo quer dizer.

"Vamos continuar avançando e conquistando vitórias", disse o presidente, aproveitando para informar que o programa Minha Casa, Minha Vida, até o final do ano, contratará o número de um milhão de casas prometidas. "No dia 10 de janeiro, quem quer que venha a assumir a presidência já vai encontrar Minha Casa, Minha Vida 2", disse Lula, enquanto a plateia delirava, gritando "Dilma, Dilma".

Companheiros

Lula, que parecia estar comandando um show, pediu aos presentes que levantassem a mão para que o seu fotógrafo oficial pudesse registrar uma imagem daquele último encontro com os movimentos sociais. O presidente aproveitou para responder as críticas dos que dizem que os movimentos sociais estão cooptados pelo governo com as verbas repassadas. "Depois, assim que acabar a cerimônia, eu desço aí para agradecer de público o comportamento de vocês que, com lealdade e sem submissão, nunca abriram mão dos objetivos do movimento, sempre cobraram e entenderam quando não era possível", disse Lula, sob aplausos. E emendou: "Feliz de um presidente da República que tem os companheiros e companheiras e a relação de amizade que construí com vocês na vida".

Lula disse ainda que espera que, no dia 31 de dezembro, possa encontrar aqueles representantes dos movimentos sociais "tratando-os de companheiros e companheiras e dizendo que valeu a pena ter passado pela Presidência da República e, como presidente, criado outra relação entre o governo e seu povo".

Ele falou ainda, durante a cerimônia, de uma das lideranças do movimento social de lutas por moradia na capital paulista, Luiz Gonzaga da Silva, conhecido como Gegê. "Eu sei que o Gegê está preso, suspeito de ter cometido um crime e, como presidente, não cabe a mim julgar e falar. Eu só espero que o Gegê tenha um julgamento digno e que, se for condenado, cumpra". Líder do Movimento de Moradia do Centro, Gegê é acusado de homicídio ocorrido durante uma ocupação ocorrida em 18 de agosto de 2002.

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