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22/06/2010 - 10h21 / Atualizada 22/06/2010 - 11h02

Bovespa sobe após abertura à espera de dados dos EUA

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia próxima da estabilidade, à espera de dados econômicos a serem divulgados nos Estados Unidos ainda hoje. Às 10h15 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) registrava alta de 0,21%, aos 64.967 pontos. Segundo analistas, o que pode aliviar a realização de lucros na Bolsa é um dado melhor que o esperado de vendas de imóveis residenciais usados em maio nos EUA. Os números serão divulgados às 11 horas. A previsão é de aumento de 5% nas vendas de imóveis. No mesmo horário, sai o índice de atividade manufatureira de junho do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Richmond.

A leitura de que a flexibilização cambial na China será um processo lento e deverá demorar para surtir os efeitos esperados ajuda a explicar o tom mais cauteloso dos investidores. Na verdade, o efeito da esperada apreciação da moeda chinesa começou a ser esvaziado ontem no decorrer do pregão, embora a Bovespa tenha conseguido sustentar até o fim o sinal de alta (0,61% no fechamento).

Hoje, o banco central chinês reduziu a taxa de paridade central do dólar ante o yuan. No câmbio oficial, a paridade foi fixada em 6,7980 yuans por dólar, do nível de 6,8275 yuans por dólar da véspera. A Europa também volta ao foco, com as ações de bancos liderando as perdas nas bolsas da região. O euro opera sob pressão, na faixa de US$ 1,22, passado ao largo do aumento inesperado do índice Ifo de confiança das empresas na Alemanha, de 101,5 em maio para 101,8 em junho.

No Reino Unido, o ministro das Finanças, George Osborne, afirmou hoje, durante apresentação das propostas emergenciais de reforma no orçamento, que o país vai reduzir a participação do Estado na economia, a fim de eliminar seu déficit estrutural até 2016. Segundo ele, a previsão é de alcançar 77% de consolidação fiscal com cortes de gastos.

Diante das dúvidas sobre as intenções da China em relação à flexibilização cambial, as commodities (matérias-primas) devolvem os ganhos da véspera, arrastando as ações da mineradoras. Nesta manhã, os investidores também se debruçam sobre a notícia do jornal O Estado de S. Paulo de que a Vale prepara um plano de investimentos de US$ 90 bilhões para os próximos cinco anos - cerca de 70% no Brasil.

No caso de Petrobras, os investidores aguardam o resultado da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que deverá votar o aumento de capital da companhia. A Petrobras propõe a alteração de limites dos atuais 200 milhões de ações preferenciais para 2,4 bilhões de papéis. No caso das ordinárias, a quantidade máxima de ações seria de 3,2 bilhões.

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