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22/06/2010 - 17h00 / Atualizada 22/06/2010 - 17h19

Dólar sobe pelo 2º dia seguido e fecha a R$ 1,782

São Paulo - Depois de oscilar em baixa durante toda a semana passada, o dólar subiu hoje pelo segundo dia seguido. No mercado interbancário de câmbio, o dólar comercial encerrou as negociações cotado a R$ 1,782, alta de 0,45% no dia, mas queda acumulada de 2,09% desde o começo do mês. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, a moeda negociada à vista avançou 0,54% hoje para R$ 1,7826. O euro comercial subiu 0,14% e fechou a R$ 2,186.

No segmento de câmbio turismo, o dólar cedeu 0,37% hoje em relação ao real, cotado em média a R$ 1,873 (venda) e R$ 1,763 (compra). No mês, acumula queda de 2,45%. O euro turismo recuou 1,17% hoje para R$ 2,29 (venda) e R$ 2,18 (compra), com baixa acumulada de 3,66% em junho.

A cautela falou mais alto diante dos dados decepcionantes com as vendas de imóveis usados nos Estados Unidos - que nas bolsas norte-americanas afetaram as ações de consumo, do setor de energia e de manufatura. O dado traz de volta a incerteza sobre o ritmo de recuperação da economia americana. Além disso, o mercado aguarda amanhã a decisão do banco central americano (Federal Reserve) sobre as taxas de juros no país, e esse é outro fator a inspirar cuidado na tomada de posições no mercado de câmbio e de ações.

Para Reginaldo Galhardo, gerente de moedas da Treviso Corretora de Câmbio, a cautela voltou porque o mercado já percebeu que a China "não fará a flexibilidade cambial nem no tamanho nem na velocidade que as pessoas queriam". Ele ainda lembra que ontem a Fitch rebaixou o rating de probabilidade de inadimplência do banco BNP Paribas, com perspectiva estável, citando "questões estruturais" ligadas ao conjunto de negócios do banco francês, um banco que tem grande exposição aos títulos da dívida da Grécia.

Por isso, ele cita que, apesar do grande volume de dólar no mercado brasileiro e da perspectiva de novas entradas, o investidor continua "com um pé atrás", ainda mais quando vem à tona a saúde financeira de um banco de grande porte. A boa notícia é que, além das operações de capitalização do Banco do Brasil e da Petrobras - para as quais não se sabe bem qual será a postura do Banco Central em termos de enxugamento da liquidez - bancos brasileiros voltam a avaliar captações externas, o que não acontecia desde o final de abril.

Ainda no mercado interno, o Banco Central informou hoje que o fluxo cambial foi negativo em US$ 3,548 bilhões até o dia 18. Nos leilões que realiza diariamente, o BC retirou, neste mês até o dia 18, US$ 1,485 bilhão do mercado à vista. Hoje, o BC realizou leilão de compra de dólar por volta das 15h30 e fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,779.

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