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23/06/2010 - 10h00 / Atualizada 23/06/2010 - 10h20

Dólar comercial abre em alta de 0,56%, a R$ 1,792

São Paulo - O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,56%, negociado a R$ 1,792 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,45%, cotada a R$ 1,782. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em alta de 0,47%, a R$ 1,791.

O adiamento da oferta de ações da Petrobras, de julho para setembro, deve sustentar a trajetória de alta do dólar, já que reduz as perspectivas de entrada de fluxo estrangeiro no Brasil no curto prazo. Ontem, o dólar inverteu o sinal na última hora da sessão para fechar em alta, acumulando valorização de 0,56% em dois dias.

Ontem, a Petrobras informou a decisão de adiar o processo de capitalização, devido a demora da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em contratar auditoria para certificar 5 bilhões de barris do pré-sal, envolvidos na operação. Em uma primeira avaliação, o adiamento tornou aparente uma falha de estratégia do governo. "O mercado agora vai fazer uma leitura dessa decisão da Petrobras para avaliar as causas e as consequências", disse o chefe da mesa de câmbio de uma corretora paulista, que cita as férias de verão no Hemisfério Norte como uma das possíveis razões para o adiamento.

Segundo fontes consultadas, no curto prazo o adiamento deve dar um fôlego extra ao dólar, já que a moeda norte-americana vinha sendo castigada justamente pela expectativa de entrada de recursos no País. "Ainda tem a operação do Banco do Brasil, que deve levantar cerca de R$ 10 bilhões no mercado, mas a menina dos olhos era a Petrobras", comenta um estrategista de câmbio, ressaltando que não está descartada a tendência de valorização do real no médio prazo. "Uma eventual alta do dólar no curto prazo não tem garantia de sustentação", diz.

Os agentes também vão acompanhar os movimentos vindos do exterior. O destaque do dia é a reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que não deve trazer surpresas sobre a taxa básica de juros do país. "A manutenção do nível atual dos juros nos EUA segue como suporte ao dólar, principalmente porque a Europa está titubeando", afirmou uma fonte.

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