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24/06/2010 - 10h03 / Atualizada 24/06/2010 - 10h14

Dólar comercial abre em alta de 0,28%, a R$ 1,796

São Paulo - O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,28%, negociado a R$ 1,796 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,51%, cotada a R$ 1,791. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em alta de 0,39%, a R$ 1,797.

Receios sobre o ritmo de recuperação da economia global continuam deprimindo os mercados hoje, o que eleva o apetite por ativos mais seguros e tende a manter o dólar em trajetória de alta ante o real. A retirada das expectativas de entrada de fluxo no País no curto prazo, devido ao adiamento da capitalização da Petrobras para setembro, continua favorecendo os ganhos da moeda norte-americana.

O dólar também ganha forte em relação a outras moedas diante dos comentários mais cautelosos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sobre a economia do país. Na Europa, pesa sobre o euro o novo recorde de alta atingido pelo CDS da Grécia, negociado a 966 pontos-base, elevando o custo de proteção contra a dívida grega.

As apreensões sobre a saúde fiscal de algumas economias europeias e a resistência dos problemas no setor imobiliário dos EUA também deixam as bolsas no vermelho. Isso também contribui para a alta do dólar ante o real. Hoje, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Qin Gang, afirmou que a apreciação gradual do yuan, adotada por Pequim, não terá forças para sanar os problemas da economia dos EUA.

"A apreciação do yuan não irá trazer equilíbrio nas relações comerciais e também não irá resolver os problemas dos EUA de desemprego, baixo consumo e taxa de poupança fraca", afirmou. Hoje, o Banco do Povo da China (PBOC, o banco central chinês) fixou a taxa central de paridade do dólar em 6,8100 yuans, praticamente o mesmo nível de quarta-feira (6,8102 yuans).

No Brasil, especialistas acreditam que os agentes já realizaram lucros em reação à notícia da Petrobras, de adiar sua oferta pública de ações. Mesmo assim, o adiamento retira o colchão de liquidez de recursos externos esperado para o curto prazo, favorecendo a oscilação do dólar ao redor de R$ 1,80. Fatores técnicos, como a aproximação do vencimento do contrato futuro de dólar e da formação da Ptax - taxa de câmbio calculada pelo Banco Central (BC) para a liquidação dos contratos futuros - tendem a elevar a volatilidade.

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