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28/06/2010 - 10h15 / Atualizada 28/06/2010 - 10h20

Bovespa abre em alta em dia de possível baixa liquidez

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta e deve operar sem muita movimentação durante a manhã, com os investidores já na expectativa do jogo do Brasil contra o Chile, às 15h30, que deverá novamente reduzir a liquidez no período da tarde. Às 10h12, o índice Bovespa avançava 0,15%, aos 64.920 pontos. As bolsas no exterior operam sem direção, assimilando os dados de renda e gastos pessoais nos Estados Unidos em linha com o esperado e o comunicado do G-20, em que os países se comprometeram com a meta de reduzir seus déficits pela metade até 2013 e colocar o endividamento em relação ao PIB em trajetória descendente até 2016, deixando de fora a taxação global sobre instituições financeiras.

Por ser a semana que encerra o primeiro semestre, há a possibilidade de que os fundos de investimentos passivos, que reproduzem o Ibovespa, tentem embelezar suas carteiras e melhorar o resultado. "Papéis de segunda linha podem ser mais beneficiados por um possível movimento de ajuste de carteiras, se os fundamentos indicarem que estão baratos", diz o economista chefe da Legan Asset Management, Fausto Gouveia. Mas para que esse movimento ocorra o ambiente externo precisa colaborar.

Além de acompanhar o exterior - na sexta-feira sai o dado sobre o mercado de trabalho de junho nos EUA - esta é uma semana importante para medir o apetite dos investidores estrangeiros em relação às ofertas de ações na Bovespa. Amanhã termina o período de reserva para os papéis do Banco do Brasil. Para Gouveia, o adiamento da oferta da Petrobras para setembro pode favorecer essa oferta do BB. "Os investidores não terão de dividir o caixa", afirma o economista. A expectativa é de que a oferta do BB levante entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões.

O setor bancário também tende a se beneficiar dessa oferta do BB, atraindo compras. Embora não seja uma boa notícia para os bancos, a elevação da alíquota dos depósitos compulsórios à vista, dos atuais 42% para 43% em julho, subindo para 44% em julho de 2012 e para 45% em julho de 2014, anunciada pelo BC na última sexta-feira, não deve ter força para derrubar os papéis do setor. Com isso, o BC pretende retomar, gradativamente, as alíquotas do recolhimento do depósito compulsório à vista ao nível pré-crise.

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