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28/06/2010 - 14h17 / Atualizada 28/06/2010 - 14h36

Em sessão esvaziada, dólar sobe 0,22% a R$ 1,783

São Paulo - Em uma sessão abreviada, por causa da partida do Brasil na Copa da África, logo mais, às 15h30, o dólar ganhou fôlego ante o real apenas nos minutos finais dos negócios e encerrou em alta. As mesas de operação do mercado interbancário de câmbio estiveram esvaziadas desde cedo. Com isso, o tom de cautela vindo do exterior serviu como pano de fundo para o mercado doméstico de câmbio, mesmo após o acordo firmado entre os líderes do G-20 para ajustar suas economias.

O dólar comercial fechou hoje em alta de 0,22% a R$ 1,783, após ter oscilado entre a mínima a R$ 1,776 (-0,17%) e a máxima de R$ 1,786 (+0,39%). Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista encerrou a sessão a R$ 1,7775, em leve baixa de 0,03%. O dólar comercial acumula em junho queda de 2,03% e no ano, alta de 2,29%. O Banco Central interveio no mercado, realizando leilão de compra de dólar, no qual a taxa de corte das propostas foi de R$ 1,779.

"Pelo menos até acabar a Copa, em dias de jogo da seleção brasileira, vai ser esse marasmo", disse a diretora de câmbio da AGK corretora, Miriam Tavares, para quem os jogos da Copa do Mundo devem continuar se traduzindo em baixo volume de negócios e mais volatilidade. Segundo ela, até mesmo as disputas em torno da formação da Ptax e do vencimento de contrato futuro foram postergadas. "Isso vai ficar para amanhã e depois, já que ainda tem prazo", avalia.

O ambiente internacional, no entanto, interrompeu o ânimo da manhã com o acordo firmado entre os países ricos e emergentes durante o encontro de cúpula do G-20, no Canadá neste fim de semana, e deu espaço a uma nova dose de cautela. Analistas internacionais avaliam que o compromisso assumido entre os líderes das maiores economias mundiais de reduzir os déficits orçamentários ao longo dos próximos anos gerou preocupação quanto ao futuro do crescimento econômico global. Além disso, internamente, algumas fontes alertam para o adiamento das discussões sobre a taxação global dos bancos, a fim de controlar o nível de alavancagem. "Há uma controvérsia nesse assunto, pois se vier a regulação os mercados tendem a ficar estressados, mas, se não vier, não haverá um controle sobre o nível de capital dessas instituições", comentou o gerente da mesa de câmbio de uma corretora no Rio de Janeiro.

No segmento de câmbio turismo, o dólar caía 0,85% no início da tarde, cotado em média a R$ 1,877 para venda e R$ 1,797 para compra. O euro turismo era negociado em média a R$ 2,297 na venda (recuo de 0,99%) e R$ 2,113 para compra.

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