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29/06/2010 - 09h56 / Atualizada 29/06/2010 - 10h13

Dólar comercial abre em alta de 0,95%, a R$ 1,80

São Paulo - O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,95%, negociado a R$ 1,80 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,22%, cotada a R$ 1,783. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em alta de 1,27%, também cotado a R$ 1,80.

Hoje, a aversão ao risco no exterior renova o fôlego de alta do dólar em relação ao real, diante da apreensão dos mercados com o crescimento econômico global e da cautela com a proximidade do vencimento de uma linha de crédito do Banco Central Europeu (BCE). O pregão mais curto de ontem, por causa do jogo do Brasil na Copa do Mundo, adiou para hoje e amanhã a disputa para a formação da ptax - taxa de câmbio calculada pelo Banco Central (BC) - que liquidará os contratos futuros de julho.

No exterior, os mercados começaram o dia de mau humor, após o Conference Board revisar para baixo seu indicador econômico antecedente para a China em abril, alegando um erro de cálculo. O dado foi revisto para uma alta de 0,3%, mais modesta que o avanço originalmente calculado, de 1,7%. O porcentual corrigido representa forte baixa em relação ao crescimento de 1,2% em março. Preocupados com a sustentabilidade da recuperação econômica global, os investidores passaram a buscar ativos como o dólar, o iene e os Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA).

Segundo analistas, crescem os receios com as tensões no sistema financeiro europeu, por causa do vencimento de uma linha de empréstimos de 12 meses do BCE. Mais de mil bancos precisam pagar cerca de 440 bilhões de euros para a autoridade monetária na quinta-feira e, por isso, alguns investidores temem uma redução na liquidez.

"Alguns bancos da zona do euro têm sido extremamente dependentes dos empréstimos do BCE nos últimos meses, em particular aqueles que ficam em países atingidos pela crise de confiança na dívida soberana, devido principalmente ao custo crescente para levantar fundos no mercado", comenta em relatório a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares.

Com isso, prevalece a indisposição dos agentes para fazer apostas ousadas, ainda que ajustes de posições precedam os fechamentos de trimestre e, no caso deste mês, de semestre. Vale lembrar que, mesmo com o cenário externo carregado de dúvidas, o nível de reservas brasileiras, a boa posição do País no cenário global e o alto diferencial de juros devem reforçar a tendência de valorização do real ante o dólar, sempre que houver uma melhora do cenário externo.

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