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29/06/2010 - 17h49 / Atualizada 29/06/2010 - 18h09

Ibovespa não escapa da queda global e perde 3,50%

São Paulo - O tombo de 3,50% do índice Bovespa hoje refletiu as fortes quedas nas bolsas mundiais. O estopim foi dado pela divulgação de indicadores econômicos ruins na China e no Japão. Na Europa, aos maus ventos asiáticos somou-se o receio do investidor de que os bancos da região poderão ter dificuldades para honrar empréstimo do Banco Central Europeu (BCE) que vence na quinta-feira. Nos EUA, os investidores ficaram desapontados ainda com o dado da confiança do consumidor. "Com tudo isso acontecendo, a Bovespa não tinha como escapar", comentou um analista de uma corretora.

O Ibovespa, ao longo da sessão, perdeu o suporte dos 63 mil, por onde transitava desde 10 de junho, escorregou até a mínima à tarde aos 61.670,12, em queda de 3,98%. O Ibovespa fechou aos 61.977,61 pontos, em queda de 3,50%. Com esse desempenho, devolveu os ganhos acumulados no mês e passou a cair 1,69% no período (até ontem contabilizava alta de 1,87% em junho). No ano, a desvalorização acumulada é de 9,64%. Refletindo a força vendedora, o volume financeiro somou R$ 7,63 bilhões. Os dados são preliminares.

A porta de entrada da crise externa no Ibovespa foram as ações de commodities, com Vale e Petrobras na linha de frente. Indicadores chineses ruins elevam receios de desaceleração de crescimento do país e consequente redução de importações de minérios. A ação Vale PNA caiu 4,83%, cotada a R$ 39,03; Vale ON cedeu 4,83%, para R$ 44,90. Operadores observaram grande movimento de vendas do papel da mineradora por estrangeiros. Petrobras também foi alvo de vendas, porém de menor força, por causa das quedas recentes do papel. Petrobras PN caiu 2,15%, para R$ 26,83, e Petrobras ON cedeu 1,02%, para R$ 31,04. O petróleo caiu 2,95%, a US$ 75,94 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), nos contratos futuros com vencimento em agosto.

Perdas em papéis dessas empresas arrastaram para baixo ações de outras companhias relacionadas: MMX ON, do setor de mineração, perdeu 7,33%; OGX ON, do segmento de petróleo, cedeu 6,90%; e siderúrgicas, setor associado ao de mineração, também foram afetadas, com CSN ON perdendo 4,88%; Usiminas PNA, -3,59% e Gerdau PN, -3,96%.

Nos EUA, num cenário mundial já deteriorado no início dos negócios, os investidores se depararam com o dado desapontador da confiança do consumidor, considerado um referencial importante da intenção de consumo. A confiança do consumidor dos EUA caiu para 52,9 em junho, segundo a empresa privada de pesquisas Conference Board, de 62,7 em maio, bem abaixo das expectativas dos economistas ouvidos pela Dow Jones, que eram de 62,5. Após o dado, a queda das bolsas em Nova York se intensificou. No fechamento, o Índice Dow Jones recuou 2,65%, para 9.870,30 pontos; o S&P 500 cedeu 3,10%, para 1.041,24 pontos; e o Nasdaq caiu 3,85%, para 2.135,18. Na Europa, as principais bolsas também registraram perda superior a 3% hoje.

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