UOL Notícias Notícias
 
30/06/2010 - 15h06 / Atualizada 30/06/2010 - 15h10

Bolsas europeias fecham em alta após sessão agitada

Londres - As principais bolsas europeias fecharam em leve alta, refletindo a diminuição dos temores com a saúde do setor bancário da região, após a baixa aceitação no leilão de refinanciamento para três meses do Banco Central Europeu (BCE). Os ganhos foram limitados, no entanto, uma vez que os investidores digeriram dados mistos dos Estados Unidos, em meio às preocupações com o vencimento do programa extraordinário de empréstimos bancários do BCE amanhã. Depois de atingir 245,55 pontos mais cedo na sessão, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,3%, para 243,32 pontos.

O economista-chefe do Schroders, Keith Wade, disse que as "dúvidas sobre as dívidas soberanas e a recuperação da economia" enfraqueceram os mercados. "Com os títulos do governo dos Estados Unidos, Japão e Alemanha registrando altas, a aversão ao risco aumentou acentuadamente", acrescentou o economista. As preocupações sobre a economia norte-americana ressurgiram hoje na Europa, após uma pesquisa sobre o emprego no setor privado dos Estados Unidos, divulgado hoje, mostrar a criação de 13 mil vagas neste segmento em junho, abaixo das estimativas dos economistas, que esperavam aumento de 60 mil postos de trabalho.

Os dados foram divulgados antes do anúncio do principal relatório sobre empregos do governo dos EUA, previsto para ser divulgado na sexta-feira. Em Londres, o índice FTSE-100 avançou 0,05%, para 4.916,87 pontos, mas acumulou quedas de 5,23% no mês e 13,43% no trimestre. As ações da mineradora Vedanta Resources caíram 1%, na sequência da queda dos preços dos contratos futuros dos metais, que foram influenciados pelos dados dos empregos nos EUA. As ações da BP subiram 5%, refletindo ainda os comentários do analista da indústria de petróleo do JPMorgan Fred Lucas sobre uma proposta "fantasia" de fusão e aquisição, na qual a Exxon Mobil faria uma oferta comprar a petroleira britânica em 2011. Lucas também mencionou a Royal Dutch Shell como possível interessada em adquirir a BP. As ações da Shell caíram 0,6%.

Os papéis da AstraZeneca subiram 7,6%, depois que uma corte distrital dos Estados Unidos impôs uma proteção sobre a patente do Crestor, uma medicamento para colesterol. O JPMorgan Cazenove elevou as ações da companhia, dizendo que a decisão da corte eleva a possibilidade de significante programa de recompra de ações. O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt subiu 0,23%, para 5.965,52 pontos. O índice acumulou alta de 0,02% no mês e queda de 3,05% no trimestre. As ações do Deutsche Bank subiram 1,9%, com a diminuição dos temores do setor bancário. O catalisador foi uma baixa aceitação no leilão de refinanciamento do Banco Central Europeu (BCE) com ? 131,9 bilhões em recursos alocados para os credores.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, aumentou 0,29%, para 3.442,89 pontos. O índice registrou baixas de 1,88% no mês e de 13,36% no trimestre. Os papéis do BNP Paribas avançaram 1,9%, também refletindo a melhora do sentimento do setor. Em Lisboa, o índice PSI 20 subiu 0,63%, para 7.065,65. O índice acumulou quedas de 0,09% no mês e de 12,79% no trimestre. As ações da Portugal Telecom recuaram 1,9% depois que o governo Português usou sua "Golden share" para bloquear a venda da participação da empresa na operadora móvel brasileira Vivo Participações à espanhola Telefónica. Na noite de ontem a Telefónica tinha elevado sua oferta para 7,15 bilhões de euros. Os papéis da companhia subiram 0,6% em Madri.

O índice IBEX 35, da Bolsa de Madri, avançou 1,12%, para 9.263,40. No mês, o índice registrou queda de 1,19% e no trimestre, recuo de 14,79%. As ações do banco espanhol BBVA ganharam 3,14%. As informações são da Dow Jones.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    15h39

    0,24
    3,287
    Outras moedas
  • Bovespa

    15h43

    -0,41
    63.000,69
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host