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30/06/2010 - 10h18 / Atualizada 30/06/2010 - 10h25

Bovespa oscila na abertura de olho no setor corporativo

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) oscilou entre os terrenos positivo e negativo na abertura de hoje, e a expectativa é de um pregão volátil, não só por causa da insegurança dos investidores quanto à saúde da economia global, mas também devido ao forte noticiário corporativo doméstico, que tende a imprimir um ritmo próprio a alguns papéis do índice Bovespa (Ibovespa). Às 10h15, o Ibovespa cedia 0,21%, aos 61.849 pontos.

A leve melhora das bolsas pelo mundo, que chegou a ser ameaçada pela pesquisa sobre o emprego no setor privado dos Estados Unidos pior do que o estimado, decorre da demanda abaixo do esperado dos bancos pelos financiamentos de três meses ofertados pelo Banco Central Europeu (BCE) um dia antes do vencimento da linha de crédito especial de 12 meses, de 442 bilhões de euro, da autoridade monetária. O BCE disponibilizou hoje 131,9 bilhões de euros, abaixo da previsão de 200 bilhões de euros em empréstimos de curto prazo, dissipando as preocupações sobre a saúde do sistema bancário e a liquidez no mercado. por três meses, aos bancos da região.

Um sinal de como o mercado está sensível aos indicadores macroeconômicos, especialmente de emprego, foi reação negativa à pesquisa ADP, que apontou a criação de 13 mil vagas em junho, bem menos do que os 60 mil postos de trabalho previstos pelos analistas. Analistas ponderam ainda que o mercado, principalmente a Bovespa, que tem forte exposição às commodities, ainda se ressente da perspectiva de menor crescimento para a China, após a revisão do dado antecedente do Conference Board sobre o país. "O mercado está num nível perigoso e prova disso é que depois de uma queda forte como a de ontem, em que o Dow Jones caiu mais de 2% e o S&P 500 mais de 3%, a recuperação sinalizada para esta quarta-feira não está à altura do tombo da véspera", disse um especialista. A queda do Ibovespa ontem, de 3,5%, foi a maior desde fevereiro.

Hoje, além do exterior, a Bovespa deve ter um dia agitado pelo lado corporativo. O setor de mineração deve repercutir a venda de 30% do capital social da Mineração Usiminas para a Sumitomo Corporation, por meio da subscrição de novas ações, pelo preço total de até US$ 1,929 bilhão, dos quais US$ 579 milhões estão condicionados a confirmação de eventos futuros. A Usiminas anunciou que fará a segregação de seus negócios de mineração e logística ferroviária. Nos últimos pregões, Usiminas vinha chamando atenção pela forte valorização dos papéis, na contramão do setor. A dúvida, portanto, é se os papéis já não teriam embutido nos preços essa venda. Nos últimos cinco dias, Usiminas PNA acumula ganho de 4,63% ante queda de 3,43% da CSN e 6,60% da Gerdau.

Também esta manhã, a Gerdau anunciou que assinou acordo definitivo para adquirir todas as ações da Gerdau Ameristeel que ainda não são de sua propriedade por um preço de US$ 11,00 por ação em caixa, em dinheiro, com o objetivo de fechar o capital desta empresa. O setor de telefonia, por sua vez, deve refletir o veto do governo português à venda da Vivo para a Telefónica. O governo português usou a Golden share (ações com poder de veto) que detém na Portugal Telecom para tomar essa decisão na assembleia extraordinária de acionistas da empresa portuguesa realizada hoje. Com o veto do governo, ficou mantida a participação de 50% que a PT tem na Brasilcel, joint venture entre a empresa portuguesa e a espanhola que controla a maior empresa brasileira de celulares, a Vivo.

Hoje também é um dia importante para as ações do Banco do Brasil, pois será definido o preço por ação na oferta primária e secundária. Segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, havia a sinalização de que o valor ficaria por volta de R$ 26,50. No entanto, com a piora no humor dos investidores, verificada ontem, o banco pode ter de aceitar um preço menor. Com base na cotação de fechamento de ontem (R$ 25,50), o BB pode obter pouco mais de R$ 10 bilhões com a operação. Fontes observaram que, enquanto os investidores estrangeiros mostravam grande interesse pela operação, no varejo, cujo período de reserva terminou ontem, a procura pelos papéis foi fraca, mas nada que ameace a colocação dos papéis.

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