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06/07/2010 - 10h08 / Atualizada 06/07/2010 - 10h20

Bovespa abre em alta com commodities

São Paulo - Os comentários otimistas sobre a economia global feitos pelo Banco Central da Austrália após ter mantido estável em 4,5% ao ano, como era esperado, a taxa básica de juros do país criam um clima favorável à tomada de risco, puxando para cima os preços das commodities e das ações. E isso beneficiou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que abriu em alta. Às 10h07, o índice Bovespa (Ibovespa) subia 1,58%, aos 61.829 pontos. Contudo, o risco do dia é o índice ISM de atividade no setor de serviços de junho, que sai nos Estados Unidos às 11 horas. A previsão é de queda para 54,9 para o índice, ante 55,4 em maio.

Segundo analistas internacionais, a queda das ações nas duas últimas semanas estimula um movimento de caça às pechinchas nas principais bolsas do mundo. As compras começaram pela Ásia, onde o índice Xangai Composto subiu 1,9% e a Bolsa de Hong Kong avançou 1,22% e a de Tóquio subiu 0,77%, e se propaga pelo Ocidente. Na Europa, as principais bolsas registram ganhos entre 2,5% e 3% e nos EUA os índices futuros de ações sobem mais de 1% nesta volta do feriado.

A Bovespa é influenciada por essa recuperação vinda do exterior, que deve impulsionar principalmente os papéis das empresas ligadas ao setor de commodities. Mais cedo, em Londres, Xstrata subia 4,4% e Vedanta Resources ganhava 5%, refletindo a alta dos metais básicos, que por sua vez acompanham o fortalecimento do euro. Mas o volume financeiro no mercado de metais é fraco em função das férias de verão no Hemisfério Norte, o que tende a limitar os ganhos. O petróleo registrava valorização de mais de 1%.

No Brasil, os investidores vão acompanhar a votação programada para hoje no plenário da Câmara do projeto que cria o Fundo Social que vai receber recursos do pré-sal e o sistema de partilha para a produção petrolífera. O projeto carrega ainda a emenda apresentada pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS) que faz uma distribuição igualitária dos royalties entre Estados e municípios produtores e não produtores.

No setor corporativo, a novela da disputa pela Vivo pode render novos capítulos. Os 150 principais executivos da cúpula da Telefónica se reunirão hoje e amanhã, em Barcelona, para discutir a hipótese de uma oferta pública de aquisição (OPA) pela participação de 50% da Portugal Telecom (PT) na Vivo. A nova alternativa vem sendo cogitada na Espanha como forma de superar rapidamente o impasse provocado pelo veto do governo português à venda das ações na Vivo.

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