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08/07/2010 - 10h17 / Atualizada 08/07/2010 - 10h35

Bovespa abre em alta com boas notícias no exterior

São Paulo - O noticiário internacional continua propício à tomada de risco, abrindo espaço para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que abriu em alta, estabelecer novas máximas, rumo aos 65 mil pontos. Às 10h15, o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,41%, aos 63.540 pontos. Segundo um operador, se a Bovespa conseguir trabalhar hoje acima dos 63.700 pontos, pode buscar o nível dos 66 mil pontos. O que pode acontecer é uma realização de lucros no durante o dia após a alta expressiva de ontem, de 1,96%. A queda de 21 mil pedidos de auxílio-desemprego na última semana nos Estados Unidos (a estimativa era de redução 12 mil) fortaleceu o sentimento positivo dos investidores em um dia marcada por boas notícias, como o crescimento de 2,6% da produção industrial na Alemanha em maio ante abril e a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de crescimento maior para a economia mundial, de 4,2% para 4,6%.

Para o FMI, os problemas da zona do euro (grupo dos 16 países que adotam o euro como moeda) não desestabilizaram a recuperação econômica global, mas a instituição alertou que as crescentes preocupações com os níveis de dívida soberana continuam a representar um risco. Para o Brasil, o FMI ajustou para 7,1% a projeção de crescimento do PIB em 2010 e 4,2% em 2011. Os negócios são impulsionadas também pela expectativa dos resultados dos testes de estresses dos bancos europeus e dos balanços corporativos. Na Europa, onde as bolsas sobem com mais intensidade, as ações das instituições financeiras eram impulsionadas ainda por um upgrade recebido para o setor pelo Credit Suisse, após afirmar que o risco de calote das dívidas soberanas europeias - exceto a Grécia - tem sido exagerado.

Mas nos EUA, onde as bolsas registram ganhos mais moderados, inferior a 0,50%, há o risco de uma realização de lucros após a alta de quase 3% ontem. No Brasil, o setor de telefonia segue em evidência, acompanhando os desdobramentos da oferta pela Vivo. Hoje, o Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) julgou ilegal as golden shares - ações com poder de veto - que o governo de Portugal possui na companhia de telecomunicações Portugal Telecom (PT). Portugal usou suas golden shares no dia 30 de junho para bloquear a oferta da espanhola Telefónica de 7,15 bilhões de euros para adquirir a fatia que a PT possui na brasileira Vivo Participações, mesmo depois de os acionistas da PT votarem a favor da transação.

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