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08/07/2010 - 17h05 / Atualizada 08/07/2010 - 17h20

Dólar recua após leilão do BC e fecha a R$ 1,764

São Paulo - O dólar comercial fechou em leve baixa de 0,11% hoje, cotado a R$ 1,764 no mercado interbancário de câmbio, o menor valor desde 4 de maio deste ano. Em julho, a moeda americana acumula queda de 2,22% ante o real; desde o começo do ano, alta de 1,20%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista encerrou o pregão estável a R$ 1,767. O euro comercial subiu 0,22% no dia para R$ 2,237.

No câmbio turismo, o dólar subiu 0,16% nesta quinta-feira, negociado em média a R$ 1,893 na ponta de venda e R$ 1,817 na compra. O euro turismo valorizou 0,68%, cotado a R$ 2,363 (venda) e R$ 2,26 (compra).

Em sua Perspectiva Econômica Mundial, divulgada hoje, o Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou sua previsão de crescimento global em 2010 para 4,6%, dos 4,2% projetados anteriormente. Para 2011, a previsão foi mantida em 4,3%. Em relação ao Brasil, a projeção do FMI é que o PIB cresça 7,1% neste ano e 4,2% em 2011. Para os mercados emergentes a projeção do Fundo é de um crescimento de 6,4% em 2011, enquanto para as economias avançadas, de 2,4%.

Na Europa, onde o Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa de juros em 1% ao ano, o presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, afirmou que a atual taxa básica continua apropriada e que a recuperação econômica da zona do euro provavelmente não será uniforme, em meio a um ambiente de "alta incerteza". Ele ainda acrescentou que alguns países do bloco podem precisar de corte maior de déficit público.

Para José Carlos Amado, operador de câmbio da Renascença Corretora, os comentários de Trichet refrescaram a memória do investidor sobre a fragilidade da economia da região. Ele também avalia que, no patamar de R$ 1,76, a moeda estimula as compras e isso pode ter explicado a alta vista em boa parte do dia. Na máxima de hoje, o dólar comercial foi negociado a R$ 1,775.

O Banco Central interveio no mercado de câmbio com leilão de compra de moeda, por volta das 15h45. A taxa de corte das propostas apresentadas pelas instituições financeiras foi de R$ 1,7689. As atuações do BC no câmbio têm sido diárias desde maio do ano passado.

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