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13/07/2010 - 10h43

Bolsas de NY abrem em alta após dados da Alcoa

Nova York - A gigante do alumínio Alcoa deu a largada na temporada de balanços dos Estados Unidos ontem, após o fechamento dos mercados, injetando ânimo no investidor. A companhia teve lucro líquido de US$ 0,13 por ação no segundo trimestre, superando a previsão de lucro de US$ 0,12 por ação. Às 10h40 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 1,17%, o Nasdaq avançava 1,23% e o S&P 500 registrava alta de 1,22%.

O resultado da Alcoa serve de antídoto às notícias ruins na Europa, de rebaixamento do rating (classificação de risco) de Portugal e da divulgação do índice alemão ZEW de expectativas econômicas pior que o esperado. O indicador caiu para o menor nível em 15 meses. A notícia do rebaixamento de Portugal confirma que as perspectivas para algumas economias na zona do euro (que reúne os 16 países que adotam o euro como moeda) ainda são nebulosas, mas não chegou a gerar turbulências nos mercados.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, no entanto, deu um recado hoje contra o oligopólio das agências, dizendo que o mundo precisa de mais do que apenas três grandes agências de classificação de risco. Segundo ele, elas exacerbam os movimentos do mercado. "As agências de ratings em geral tendem a ampliar altas e quedas dos mercados financeiros. Isso vai contra a estabilidade financeira", disse Trichet ao jornal francês "Libération". Outra notícia que ajuda a fortalecer a confiança dos mercados é a de que a China comprou 1 bilhão de euros em bônus espanhóis na semana passada, segundo o "Financial Times", após dois meses.

Na safra de balanços, hoje é a vez de Intel e Yum! Brands - dona das redes de restaurantes KFC, Pizza Hut e Taco Bell - divulgarem seus resultados. "Será interessante ver se esta temporada terá mais impacto no mercado do que a passada. Quando os resultados do primeiro trimestre vieram, o mercado estava com foco mais nas preocupações com a dívida soberana na Europa do que nos fundamentos corporativos", disse Gary Jenkins, estrategista de renda fixa da Evolution Securities, à rede CNBC.

"As empresas devem continuar a mostrar melhora significativa, pois elas estão gerando fluxos de caixa altos, por causa de um gerenciamento mais conservador de suas contas", disse o economista John Atkins, da Ideaglobal. Hoje, o governo dos EUA informou que o déficit comercial do país subiu para US$ 42,27 bilhões em maio, acima da previsão de US$ 38,9 bilhões e o nível mais alto em um ano e meio.

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