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13/07/2010 - 10h08

Dólar comercial abre em baixa de 0,51%, a R$ 1,756

São Paulo - O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,51%, negociado a R$ 1,756 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,28%, cotada a R$ 1,765. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em queda de 0,45%, a R$ 1,757.

O clima favorável nas bolsas internacionais destoa do ambiente nebuloso nos negócios com moedas hoje, deixando incerta a direção do dólar no Brasil. A combinação do rebaixamento dos títulos de Portugal pela Moody's com a queda, pior que o esperado, do índice alemão ZEW de expectativas econômicas renova as pressões sobre o euro, apesar de sustentar o nível de US$ 1,25. Na China, medidas restritivas adotadas por Pequim para conter a especulação no setor imobiliário reduzem o ímpeto das moedas atreladas às commodities (matérias-primas), como o real.

Como o mercado brasileiro de câmbio vem respeitando o piso psicológico de R$ 1,76 para o dólar, a realização de lucros da moeda norte-americana iniciada ontem, após três quedas consecutivas, pode perder fôlego hoje, invertendo a direção do ajuste na véspera. Operadores ressaltam que o forte suporte do dólar rumo ao nível de R$ 1,75 contrasta com a expectativa de entrada de recursos no País e a atratividade dos juros básicos da economia brasileira.

Com isso, a moeda norte-americana não teria força para subir muito mais, avaliam os analistas, já que os fatores a favor de uma queda da moeda ante o real são muitos, contribuindo para furar a barreira de R$ 1,75 em breve.

O exterior amanheceu repleto de notícias negativas vindas da Europa que, porém, foram ofuscadas pelo brilho do balanço da Alcoa, que inaugurou ontem à noite a safra de resultados corporativos nos EUA. Um dia após a S&P reiterar a perspectiva negativa para o rating (classificação de risco) da dívida do Reino Unido, hoje foi a vez de Portugal acender a luz amarela, depois de a Moody's rebaixar o rating do país em duas notas, para A1.

O índice alemão ZEW de expectativas econômicas também desapontou, ao cair pelo terceiro mês seguido em julho, para o menor nível em 15 meses. O lucro líquido de US$ 136 milhões (ou US$ 0,13 por ação) da Alcoa, anunciado ontem após o fechamento dos negócios, cria um ambiente positivo no exterior e põe as bolsas europeias e os índices futuros de ações em Nova York com ganhos ao redor de 1%.

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