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13/07/2010 - 17h58

Polícia suspeita que amante ajudou a esconder Bruno

Belo Horizonte - A Polícia Civil de Minas Gerais pretende convocar para prestar depoimento Fernanda Gomes de Castro, de 32 anos, suposta amante do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes Souza. Ela passou a ser investigada no inquérito que apura o desaparecimento de Eliza Samudio, de 25 anos, ex-amante do atleta e que tentava provar na Justiça que Bruno é pai de seu filho de cinco meses. A polícia suspeita que Fernanda teria ajudado Bruno a se esconder depois que a prisão temporária do goleiro foi decretada.

Conforme depoimento do adolescente de 17 anos, primo de Bruno, Fernanda estaria com o jogador e teria recebido Eliza e o bebê em seu condomínio, no Rio de Janeiro, quando a vítima estava sendo levada de um hotel na capital fluminense para Esmeraldas (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte. A polícia suspeita que a Fernanda tenha seguido para Minas com o goleiro e o bebê de Eliza em uma BMW emprestada por uma concessionária, enquanto a vítima foi levada na Range Rover de Bruno, dirigida pelo braço direito do jogador, Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão.

A amante de Bruno teria permanecido no sítio até o dia 7 - no período em que Eliza estaria sendo mantida em cárcere privado -, quando retornou para o Rio. Ela também teria ajudado o goleiro a se esconder após a apreensão do adolescente de 17 anos, que contou à polícia sobre o suposto sequestro e morte de Eliza.

A delegada Ana Maria Santos, chefe da Delegacia de Homicídios de Contagem, disse hoje que os primeiros indícios envolvendo Fernanda foram levantados pela Polícia Civil do Rio e que seu nome já foi citado em depoimentos. "Com certeza, nós vamos enveredar por esse caminho. A polícia do Rio estaria verificando essa situação e, assim que for o caso, a buscaremos para prestar depoimento."

Novo depoimento

Ontem, os delegados responsáveis pelo inquérito requisitaram um novo depoimento de Elenilson Vitor da Silva, administrador do sítio do goleiro em Minas Gerais. Elenilson, que primeiro negou, mas depois admitiu ter visto Eliza no sítio, afirmando que a jovem ficava a maior parte do tempo em um quarto na residência - onde seria agredida -, havia sido levado na segunda-feira para o Departamento de Investigação (DI). Ele teria ratificado o depoimento anterior e se recusado a responder novas perguntas. O advogado Frederico Franco, do escritório de Ércio Quaresma, que representa Elenilson, Bruno e outros quatro suspeitos, disse que a orientação era que ele permanecesse calado.

A estratégia, conforme a delegada, já era esperada. "A nossa função não é ficar atrelado ao que porventura o investigado diz ou deixa de dizer. A nossa função é buscar todo um acervo probatório, seja ele de cunho subjetivo ou objetivo." Os advogados de defesa do caso receberam na noite de segunda-feira as cópias do inquérito policial, com cerca de 800 páginas.

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