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14/07/2010 - 17h06

Dólar sobe a R$ 1,765 diante de precaução com exterior

São Paulo - A quarta-feira foi de acomodação do otimismo no mercado brasileiro de câmbio, diante da conclusão da ata do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de que o trajeto para a recuperação da economia dos EUA pode ser mais longo do que se imaginava. A cautela foi estimulada depois que o dólar encostou no piso psicológico de R$ 1,75 ontem, onde encontra resistência, e pela expectativa com os dados sobre a economia chinesa que serão divulgados na próxima madrugada, o que estimulou redução de posições.

O dólar comercial subiu 0,68% hoje e fechou as negociações no mercado interbancário de câmbio a R$ 1,765. A taxa mínima registrada durante os negócios ficou em R$ 1,759 e a taxa máxima, R$ 1,768. No mês, o dólar comercial acumula baixa de 2,16%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar de liquidação à vista avançou 0,63% hoje para R$ 1,7645. O euro comercial subiu 0,85% para R$ 2,248.

As autoridades do Fed rebaixaram a perspectiva econômica dos EUA pela primeira vez em mais de um ano, afirmando que o mercado de trabalho fraco vai limitar o crescimento. Juntamente com a ata da reunião dos dias 22 e 23 de junho, o Fed divulgou hoje novas projeções para o PIB, que apontam para crescimento na faixa de 3% a 3,5% este ano, leve redução em relação à projeção anterior de crescimento de 3,2% a 3,7%. Além disso, os integrantes do Fed elevaram a possibilidade de que seja necessário mais estímulo do governo, se a economia americana mostrar sinais mais sérios de desaceleração.

Na Europa, a constatação de que os países mais debilitados da zona do euro já concluíram a captação dos recursos necessários para cumprirem quase todas as suas obrigações de dívida deste ano ajudou a reduzir a preocupação dos investidores com os problemas de crédito no curto prazo. Hoje Portugal vendeu um valor acima do esperado em bônus do governo. O clima favorável também ajudou Alemanha e Itália, que realizaram leilões de títulos bem recebidos pelo mercado. Diante de indicadores decepcionantes sobre a economia americana, o euro se fortaleceu e chegou a US$ 1,278 - sua melhor marca em nove semanas.

No mercado doméstico, o fluxo cambial continua negativo para o Brasil. Dados divulgados hoje pelo Banco Central mostram que o País perdeu US$ 502 milhões na segunda semana de julho. Com esse saldo, o fluxo da moeda estrangeira acumula saída líquida de US$ 1,237 bilhão nas duas primeiras semanas do mês, mas em todo o ano, o fluxo de dólares continua positivo, com ingresso de US$ 2,127 bilhões, dos quais US$ 1,489 bilhão na conta financeira e US$ 638 milhões no segmento comercial.

O Banco Central manteve a prática de comprar dólares em leilão no mercado à vista, mas está reduzindo os volumes comprados. Na segunda semana de julho, a autoridade monetária comprou US$ 360 milhões e, no mês até dia 9, US$ 518 milhões. Na média diária, o BC adquiriu US$ 74 milhões em cada dia desse período, valor inferior ao observado em junho, quando a média diária comprada ficou em US$ 91 milhões. Hoje, o BC realizou o leilão por volta das 15h30, fixando a taxa de corte das propostas em R$ 1,767.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar teve alta de 0,91% e foi negociado em média a R$ 1,88 na ponta de venda e a R$ 1,757 para compra. O euro turismo subiu 0,43% para R$ 2,343 (venda) e R$ 2,21 (compra).

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