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14/07/2010 - 20h28

Polícia cogita delação premiada para agilizar caso Eliza

Belo Horizonte - Para avançar nas investigações sobre o desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes Souza, a Polícia Civil de Minas Gerais pode oferecer delação premiada a dois primos do atleta investigados: o menor J., de 17 anos, cujo nome não é divulgado, e Sérgio Rosa Sales.

O adolescente voltou a prestar depoimento hoje e será retomado amanhã. "Ele permanece cooperativo, praticamente confirma os depoimentos anteriores", disse a delegada Ana Maria Santos. "Eu diria que ele está arredondando o depoimento." O outro primo, Sales, também tem colaborado com a investigação. Ele acompanhou a nova vistoria no sítio de Bruno, iniciada na noite de terça-feira e que avançou pela madrugada desta quarta. O suspeito ainda apontou cômodos e áreas da propriedade onde Eliza teria sido mantida presa no início de junho.

Diante da dificuldade de localização dos supostos restos mortais de Eliza, os delegados ainda tentam encontrar subsídios que indiquem o local verdadeiro em que os restos mortais foram ocultados. E trabalham também com a hipótese de que eles tenham sido queimados. "Os depoimentos mencionam mesmo local da execução", observou Alessandra.

A nova investida por provas e pelos restos mortais de Eliza foi iniciada após novos depoimentos de testemunhas e investigados, como Elenilson Vitor da Silva, administrador do sítio de Bruno. Embora Elenilson e a maior parte dos suspeitos que estão presos tenham optado pelo silêncio durante os depoimentos, o delegado Edson Moreira, que também cuida das investigações, disse que "apareceram indicativos" nos interrogatórios.

O advogado Ércio Quaresma, que representa Bruno e outros cinco suspeitos, disse hoje que estudava o inquérito e que, provavelmente amanhã, entrará com um pedido de habeas corpus em favor do goleiro. Os advogados de defesa decidiram que os pedidos serão solicitados individualmente, e o primeiro será para a libertação do goleiro. Zanone Júnior, que representa o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado nas investigações como o autor da execução e ocultação do cadáver de Eliza, alegou que até o momento não há "qualquer prova direta que possa incriminar" seu cliente.

Buscas

Durante a tarde, peritos também recolheram material na casa de Bola. Moreira disse que foram recolhidos partes de concreto da residência, localizada no bairro Coqueirais, em Vespasiano, também na região metropolitana da capital. A expectativa era que supostos restos mortais de Eliza poderiam ser localizados no local, mas após seis horas, as buscas foram encerradas. Na operação, os policiais contaram com o auxílio de profissionais e de um equipamento do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), chamado GPR, que faz varreduras no solo e paredes da residência.

A intenção era averiguar se os ossos da jovem teriam sido "concretados" na residência, como descreveu o adolescente J., em depoimentos anteriores. Dois cães farejadores participaram das buscas e indicaram possíveis vestígios debaixo de uma escada. O GPR apontou também que o chão estaria oco e com cheiro muito forte. A princípio, nenhum vestígio humano foi localizado.

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