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15/07/2010 - 17h50

Bovespa vira no final influenciada por NY e sobe 0,02%

São Paulo - O índice Bovespa inverteu a direção e passou a subir nos minutos finais do pregão de hoje, acompanhando de perto a reação das Bolsas em Nova York, após ficarem no campo negativo a maior parte da sessão motivadas por nova rodada de indicadores chineses e norte-americanos que sinalizaram desaceleração da economia nesses países. No fechamento, os índices acionários norte-americanos foram mistos, mas perto da estabilidade, reagindo aparentemente a uma realização de lucros, que depreciou preços e tornou as ações atraentes. A recuperação coincidiu com o anúncio da aprovação da reforma financeira pelo Senado dos EUA, mas analistas disseram que o movimento se deveu a ajuste técnico.

O Ibovespa fechou em alta de 0,02%, aos 63.489,37 pontos. Na mínima do dia, caiu a 62.960,36 pontos, com perda de 0,82%; na máxima, foi a 63.612,24 pontos, com ganho de 0,21%. No mês, a valorização está em 4,19%; no ano, o Ibovespa acumula perda de 7,43%. O giro financeiro somou R$ 5,073 bilhões (dado preliminar).

Durante a sessão, o peso negativo das ações de empresas ligadas a matérias-primas (commodities) sobre o índice da Bolsa brasileira foi amortecido em parte pelo bom desempenho das ações de construtoras e companhias aéreas. Entre as empresas atreladas a commodities, Petrobras PN caiu 0,70%, para R$ 27,11, e Petrobras ON cedeu 0,86%, para R$ 31,02. Vale PNA teve perda de 0,97%, cotada por R$ 37,93 e a ação ON caiu 0,79%, para R$ 43,82.

No fim da noite de ontem, a China revelou que o crescimento do PIB no segundo trimestre se desacelerou para 10,3%, abaixo da previsão de analistas de expansão de 10,5% e também do crescimento de 11,9% observado no primeiro trimestre. No início do dia, a queda no ritmo de crescimento chinês foi ofuscada nas bolsas pelo anúncio logo cedo de resultado no segundo trimestre acima do esperado pelo banco JPMorgan, mas ganhou força depois quando a ela se somaram dados ruins da economia dos Estados Unidos. As bolsas europeias, que iniciaram em alta, trocaram de sinal junto com a abertura hesitante, seguida de queda, dos índices acionários em Wall Street. Nos EUA, dois índices de atividade industrial mostraram queda da produção das fábricas.

Diante desse cenário, o mercado desprezou o dado positivo referente à diminuição maior do que a prevista nos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA na semana até 10 de julho (caíram 29 mil, ante previsão de queda de 9 mil). Em Nova York, o Dow Jones e o Nasdaq interromperam uma sequência de sete altas seguidas. O Dow Jones caiu 0,07%, para 10.359,31 pontos; o Nasdaq caiu 0,03%, para 2.249,08 pontos; e o S&P500 subiu 0,12%, para 1.096,48 pontos (dados preliminares).

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