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15/07/2010 - 10h04

Dólar comercial abre em baixa de 0,51%, a R$ 1,756

São Paulo - O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,51%, negociado a R$ 1,756 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,68%, cotada a R$ 1,765. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em queda de 0,51%, a R$ 1,7555.

Hoje, o aumento de 76% no lucro trimestral do banco norte-americano JPMorgan contrabalançou os números sobre a atividade em desaceleração na China e manteve o apetite ao risco nos negócios, colocando o euro de volta à marca de US$ 1,28. A melhora do ambiente externo deve renovar o fôlego do real ante o dólar.

Os mercados na Ásia foram fortemente abalados pelos dados chineses, que comprovaram uma desaceleração da atividade, mas também mostraram a redução do ímpeto de alta dos preços no país. O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 10,3% no segundo trimestre deste ano, ante expansão de 11,9% no período imediatamente anterior. A inflação no país também perdeu força e subiu 2,9% em junho, ante os 3,1% registrados em maio. O movimento dos preços refletem o impacto da redução dos estímulos adotados por Pequim, principalmente no crédito, e as medidas de controle sobre a especulação imobiliária.

Mais cedo, o JPMorgan anunciou um crescimento de 76% em seu lucro líquido no segundo trimestre, para US$ 4,8 bilhões (US$ 1,09 por ação), ante igual período de 2009. O resultado foi ajudado pela redução das reservas para perdas com empréstimos e ficou acima da previsão dos analistas, que esperavam ganhos de US$ 0,74 por ação. O balanço do banco norte-americano elevou os ganhos do euro, que já vinha embalado pelo êxito do leilão de bônus da Espanha. No segundo grande teste de financiamento, o Tesouro espanhol conseguiu vender todos os 3 bilhões de euros ofertados.

"Houve certo exagero com os dados da China, mas os números do JPMorgan trouxeram o apetite ao risco de novo", comenta Paulo Petrassi, da Leme Investimentos. Segundo ele, no curto prazo o dólar tende a ficar neutro, oscilando entre R$ 1,75 e R$ 1,76. "Mas tem espaço para cair mais, perto do fim do ano, para a casa de R$ 1,70", completa. Para ele, o nível das reservas internacionais e o processo de aperto monetário no Brasil exercem pressão sobre a divisa norte-americana.

A retomada das captações externas pelas empresas brasileiras também tem elevado as perspectivas de ingresso de fluxo estrangeiro no País. Ontem, a CSN captou US$ 1 bilhão em bônus com vencimento em julho de 2020, com cupom de 6,5% ao ano. A demanda pelos papéis da siderúrgica chegou a US$ 2,8 bilhões.

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