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16/07/2010 - 14h24

Bolsas europeias fecham em queda com EUA

Londres - As principais bolsas europeias fecharam em queda, refletindo os balanços divulgados nos Estados Unidos e dados que apontaram uma deterioração da confiança do consumidor norte-americano. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 1,92%, para 248,11 pontos, e fechou a semana com queda de 0,79%. O índice de sentimento do consumidor Reuters/Universidade de Michigan preliminar de julho caiu para 66,5, do nível de 76,0 em junho, puxado pelos temores dos consumidores com o alto desemprego e a economia nos Estados Unidos.

"A questão central durante esta temporada de balanços é quais estímulos têm o efeito mais forte sobre os mercados acionários - se são os resultados positivos ou os indicadores econômicos fracos", disse Tammo Greetfeld, estrategista de ações do Unicredit Group, em Munique. "Em suma, os efeitos negativos dos indicadores econômicos mais fracos vão dominar", acrescentou Greetfeld.

Balanços divulgados nos EUA também colaboraram para o mau humor do mercado. O gigante Citigroup reportou que seu lucro recuou 37% no segundo trimestre deste ano, para US$ 2,7 bilhões, em comparação com US$ 4,28 bilhões no mesmo período do ano passado. O Bank of America (BofA) informou, por sua vez, uma queda do lucro no segundo trimestre, de 3,1%, para US$ 3,12 bilhões, de US$ 3,22 bilhões em igual trimestre do ano passado. A General Electric reportou uma queda de sua receita no segundo trimestre, mas afirmou, contudo, que seu lucro líquido subiu 16% no período, ante o segundo trimestre de 2009, para US$ 3,11 bilhões, marcando o primeiro resultado positivo da companhia desde o início da crise financeira.

O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres fechou em queda de 1,01%, para 5.158,85 pontos, com as recentes preocupações sobre a força da recuperação econômica no foco dos investidores. Na semana, o índice acumulou alta de 6,95%. O setor bancário sofreu o impacto de uma liquidação, com o Barclays recuando 5,23% e o HSBC caindo 2,49%. Já as ações da British Petroleum (BP) subiram 1,34%, depois de a empresa conseguir interromper o vazamento de petróleo no Golfo do México. Os papéis da British Airways também avançaram 0,10%, depois que o Société Générale elevou o rating.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX perdeu 1,77%, para 6.040,27 pontos, também refletindo as notícias negativas e os balanços. Na semana, o índice acumulou alta de 3,85%. Deutsche Bank recuou 3,05%, Commerzbank caiu 2,41% e Daimler perdeu 0,52%. As ações das empresas do setor de energia RWE e E.On recuaram 4,32% e 4,91%, respectivamente, após a divulgação dos detalhes sobre a criação de um imposto para as operadoras de estações de energia nuclear do país.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, caiu 2,28%, para 3.500,16 pontos, na sequência das quedas em Wall Street. O índice contabilizou elevação de 5,03% na semana. Société Générale caiu 4,07%, GDF Suez recuou 3,99% e Axa cedeu 3,59%. Os papéis do Carrefour, que reportou vendas em linha com as expectativas dos analistas, caíram 1,53%. A companhia aérea Air France-KLM caiu 1,95%, após o Société Generale elevar o rating.

Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 cedeu 1,66%, para 9.991,70 pontos. Na semana, o índice fechou com alta de 7,65%. O setor de construção foi o mais afetado pelo mau humor do mercado, com OHL recuando 3,22%, Sacyr Vallehermoso perdendo 2,91% e Ferrovial caindo 2,42%. Os papéis da Telefónica declinaram 1,55%. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 encerrou com queda de 1,78%, em 7.137,11 pontos. O índice acumulou alta de 0,43% na semana. Banco Espírito Santo caiu 2,31% e Portugal Telecom perdeu 4,51%. As informações são da Dow Jones.

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