UOL Notícias Notícias
 
16/07/2010 - 17h00

Dólar sobe 1,25% na semana e fecha a R$ 1,782

São Paulo - Um misto de tensão e dúvida fez com que os investidores preferissem se apoiar na segurança do iene nesta sexta-feira, levando o dólar a atingir sua mais baixa cotação ante a divisa japonesa em um ano. A moeda americana também se enfraqueceu ante o euro, que chegou a tocar a marca de US$ 1,30 pela primeira vez em dois meses, na medida em que a economia dos EUA passou a concentrar mais preocupações que a europeia. A fuga para a qualidade, entretanto, fez com que o dólar conseguisse ganhar de divisas de países emergentes como o Brasil e a Nova Zelândia. O real ainda teve motivos locais para enfrentar sua quarta queda ante o dólar nos cinco pregões desta semana, como a mudança na expectativa do ciclo de alta da taxa Selic (juro básico da economia brasileira) e incertezas sobre o fluxo de recursos estrangeiros ao País.

Ao final do pregão, o dólar à vista negociado na BM&F avançou 0,59%, para R$ 1,7825, enquanto o dólar comercial fechou a R$ 1,782, alta de 0,56% em relação a ontem. Na semana, o dólar acumulou apreciação de 1,25% e, no ano, de 2,24%; no mês, o dólar comercial acumula baixa de 1,22%. O euro comercial subiu 0,79% hoje para R$ 2,305 - no mês acumula ganho de 4,39%, mas no ano tem queda de 7,76%.

Nos Estados Unidos, dois indicadores divulgados hoje fortaleceram a sensação de que a recuperação da economia americana vai ser mais lenta do que se previa. O índice de preços ao consumidor (CPI) caiu 0,1% em junho em relação a maio. Já o índice de sentimento do consumidor Reuters/Universidade de Michigan preliminar de julho caiu para 66,5, do nível de 76 em junho, bem abaixo do valor previsto pelos analistas, que era de 75.

José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, nota que, além das dúvidas sobre o rumo da economia americana, há fatores locais influenciando a alta do dólar ante o real, como a pressão dos bancos "vendidos" em dólar e "alguma incerteza sobre fluxo" de recursos ao País, que até pouco tempo atrás parecia mais certo do que agora. Ele também destaca que "houve uma súbita e forte mudança na expectativa sobre os DIs (contratos futuros de depósito interfinanceiro)", já que perdeu-se o consenso, nos últimos dias, sobre o ritmo de alta da taxa Selic. "São coisas absolutamente domésticas", reitera o economista.

O Banco Central manteve o leilão diário de compra de dólares no mercado à vista, fixando a taxa de corte das propostas em R$ 1,784.

Nas operações de câmbio turismo, o dólar subiu 0,53% hoje para R$ 1,91 na ponta de venda e R$ 1,793 na compra. O euro turismo valorizou 1,13%, cotado em média a R$ 2,417 (venda) e R$ 2,267 (compra).

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,84
    3,146
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    0,35
    68.594,30
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host