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16/07/2010 - 18h02

Petróleo cai para US$ 76 com forte baixa das Bolsas

Nova York - Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda hoje, não conseguindo resistir a uma forte retração nas Bolsas norte-americanas, e terminaram a semana praticamente estável.

Os contratos de petróleo com entrega para agosto fecharam em queda de US$ 0,61, ou 0,80%, a US$ 76,01 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). Com o resultado de hoje, o petróleo encerrou a semana com queda de US$ 0,08, apesar de ter atingido a máxima de US$ 78,15 o barril na quarta-feira. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent com entrega para setembro fechou em queda de US$ 0,85, ou 1,1%, a US$ 75,24 o barril.

Com o mercado relativamente calmo - o volume negociado hoje deve ficar entre os mais baixos do ano - uma forte queda nas bolsas dos EUA dominou a atenção dos corretores do petróleo. O índice Dow Jones fechou em queda de 2,52%, com vários de seus componentes, incluindo o Bank of America (BofA) e a General Electric (GE), divulgando resultados decepcionantes para o segundo trimestre. As duas empresas registraram uma receita menor do que a esperada, se somando aos receios de que a recuperação econômica não está tão consistente com se imaginou.

A alta nos mercados de ações no começo da semana havia ajudado a elevar o petróleo para próximo do topo da faixa de negociação entre US$ 70 e US$ 80 o barril, na qual a commodity tem sido negociada boa parte deste ano. Esses ganhos desapareceram assim que as bolsas começaram a cair. "No momento em que começamos a observar uma pressão contrária no mercado de ações, o mercado de petróleo virou de repente e voltou ao meio da sua faixa de negociação", disse Gene McGillian, analista da Tradition Energy.

A confiança na economia dos EUA também foi prejudicada por uma forte queda no sentimento dos consumidores do índice mais recente da Reuters e da Universidade de Michigan. O índice caiu para 66,5, a pior marca desde março de 2009.

Com os investidores abandonando os ativos de maior risco, o dólar subiu em relação a moedas ligadas ao crescimento global. Isso se somou às pressões sobre o petróleo, ao tornar a commodity mais cara para compradores que usam outras moedas. As informações são da Dow Jones.

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