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16/07/2010 - 20h43

Sérgio volta atrás e nega que Bruno tenha visto execução

Belo Horizonte - No último depoimento prestado à Polícia Civil mineira, Sérgio Rosa Sales, primo do Bruno Fernandes Souza, voltou atrás e negou que o goleiro tenha presenciado ou estivesse com o grupo que supostamente participou da execução de Eliza Samudio, desaparecida desde o início de junho. Sérgio deu ontem uma nova versão sobre o envolvimento de Bruno com o suposto assassinato de sua ex-amante, com a qual teria um filho, atualmente com cinco meses. Ele também forneceu novas informações sobre a participação de outra amante do goleiro, Fernanda Gomes Castro, no caso. Apesar das várias versões sobre o assassinato de Eliza, a polícia acredita que já tem elementos para fechar o inquérito e promover indiciamento.

Ao delegado Edson Moreira, Sérgio negou que na noite do dia 9 de junho - data em que Eliza teria sido morta por Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, na casa do ex-policial civil, na cidade de Vespasiano (MG) - Bruno tivesse deixado o sítio no Fiat Uno do suspeito Flavio Caetano de Araújo e depois tenha se juntado a Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e ao menor J., seguindo para a residência de Bola. "Ele não foi não, doutor, ele ficou comigo no sítio", afirmou o primo do jogador, contrariando declarações prestadas no último dia 8. Anexado ao inquérito policial, o livro de registro da portaria do condomínio Turmalina, onde está localizado o sítio, registra a entrada de Bruno no local pouco depois das 0h do dia 10.

Sérgio diz também no depoimento que, aparentemente, Eliza foi levada para a morte com o argumento de que iria conhecer o apartamento prometido por Bruno. "Eu até cheguei a pensar que fosse verdade mesmo", disse. "Com relação a Bruno, parecia que ele estava impaciente, temeroso, diferente, toda hora ele ia na máquina e colocava uma música diferente, trocava a música, eu nunca tinha visto ele assim... e ele ainda ficou tomando cerveja comigo, eu também comecei a ficar nervoso e desconfiado."

O primo de Bruno afirmou que Fernanda foi para Minas com Bruno numa BMW X5 preta e que cumprimentou Eliza no sítio, "parecendo até que se conheciam". Conforme o depoimento, na noite do dia 7, a caminho de um bar em Ribeirão das Neves, Fernanda perguntou ao então goleiro do Flamengo o que iria fazer com a "menina". "Essa é aquela menina que me denunciou lá no Rio de Janeiro, eu vou dar um apartamento para ela aqui em Minas Gerais, em BH de preferência", respondeu Bruno, segundo Sérgio.

Ele reiterou a versão de que uma mala com roupas e pertences de Eliza foi queimada e que a mulher do goleiro, Dayanne Souza, chegou a perguntar o que era. "Aí o Bruno respondeu que era lixo." Dayanne, que cumpre prisão temporária no presídio feminino Estevão Pinto, foi levada pela manhã para o Departamento de Investigação (DI) para ser ouvida. O advogado Frederico Franco, adiantou que a orientação era que ela não respondesse às perguntas. Macarrão também foi levado para o DI para prestar depoimento hoje e seguiu a orientação dos advogados de não falar.

Para Moreira, a estratégia dos advogados dos suspeitos mostra que o inquérito está avançado. "A investigação está num patamar avançado e nós temos algumas tentativas de desqualificar testemunhas e participantes do crime".

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