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19/07/2010 - 14h47

Bolsas europeias fecham em queda, puxadas por EUA

Londres - As Bolsas europeias fecharam o dia em queda, revertendo os ganhos registrados no início da sessão. A reversão ocorreu depois da divulgação do índice de confiança das construtoras norte-americanas de casas (NAHB, na sigla em inglês), que caiu para o nível mais baixo desde abril de 2009.

O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,78%, para 246,18 pontos. O índice FTSE-100 da Bolsa de Londres fechou em queda de 0,20%, aos 5.148,28 pontos, enquanto o índice DAX da Bolsa de Frankfurt fechou em queda de 0,52%, aos 6.009,11 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 fechou em queda de 0,40%, aos 3.486,33 pontos. Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou em baixa de 0,62%, aos 9.929,80 pontos.

Amanhã não deve ser divulgado nenhum dado importante na zona do euro que reúne os 16 países que adotam o euro como moeda), mas nos Estados Unidos sai o dado de obras de novas moradias iniciadas em junho. Algumas ações de empresas importantes reagiram à divulgação de resultados do segundo trimestre, como Philips, com queda de 3,61% na Bolsa de Amsterdã, e Electrolux, que caiu 7,78% na Bolsa de Estocolmo.

"Nas últimas semanas, os dados econômicos têm decepcionado bastante o mercado, e isso está aumentando os receios de que a recuperação econômica possa ser lenta. Até mesmo as previsões de um segundo mergulho na recessão aumentaram", disse Joshua Raymond, estrategista de mercado da City Index. "Com os baixos volumes de negócios, isso certamente torna os ganhos vulneráveis a novas quedas, se for divulgado um indicador ruim ou uma notícia negativa." Hoje, a agência de classificação de crédito Moody's rebaixou os títulos da dívida do governo da Irlanda de Aa1 para Aa2, citando "uma gradual, mas significativa perda de vigor financeiro do governo".

Em Londres, a atividade de fusões e aquisições impulsionou o sentimento dos investidores, após a confirmação de que a International Power está conversando com a GDF Suez sobre uma fusão de seus ativos. As ações da International Power fecharam em alta de 10,48%. As do banco Standard Chartered subiram 1,99%. Já as da British Petroleum (BP) tiveram queda de 4,74%.

Em Frankfurt, os volumes foram reduzidos. Um dos setores que puxaram a queda foi o automotivo. As ações da BMW caíram 1,89%, as da Volkswagen recuaram 1,80% e as da MAN registraram baixa de 2,18%. As ações da companhia de tecnologia Heidelberger Drückmaschinen subiram 5,96%, após um acordo para cortes de custos e um aumento das encomendas maior que o esperado no primeiro trimestre. Já as ações da Siemens caíram 1,35%, depois de sua joint venture (associação) com a Nokia anunciar uma oferta, de US$ 1,2 bilhão, por boa parte dos ativos de infraestrutura para telefonia celular da norte-americana Motorola.

Na Bolsa de Paris, as ações da Peugeot-Citroën caíram 1,72% e as da Renault recuaram 2,03%. No lado oposto, as ações da EADS subiram 0,79%, após o anúncio de grandes contratos feitos na feira aérea de Farnborough. Os papéis da GDF Suez subiram 0,74%, em reação ao informe sobre as conversações para uma fusão com a International Power.

Em Madri, a suspensão das conversações entre o governo da Hungria, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia para um acordo de crédito influenciou negativamente o mercado. As ações da Telefónica caíram 0,25%, depois de a empresa anunciar que a oferta pela participação da Portugal Telecom (PT) na Vivo expirou. As do banco Banesto recuaram 2,17% e as do Bankinter registraram baixa de 2,97%. As informações são da Dow Jones.

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