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20/07/2010 - 17h03

Após quatro altas, dólar comercial cai para R$ 1,774

São Paulo - Após quatro dias em alta, hoje o dólar comercial fechou em baixa de 0,73% a R$ 1,774. No mês, a moeda acumula baixa de 1,66% e no ano, alta de 1,78%. Na BM&F, o dólar negociado à vista encerrou a sessão com recuo de 0,69% a R$ 1,7734. O euro comercial cedeu 1,21% no dia e fechou a R$ 2,285.

Um fluxo de entrada interrompeu a série de altas que o dólar mantinha desde a semana passada ante o real e fez com que o mercado doméstico se descolasse do comportamento visto entre outras moedas, já que no exterior o dólar subia ante o euro e o iene. Ainda difícil de ser identificada pelos operadores, a entrada de recursos pode estar ligada a alguma captação externa, entre as que vêm sendo realizadas desde o início deste mês, a processos de arbitragem pela expectativa de mais uma alta na taxa básica de juros brasileira (de 0,50 ou 0,75 ponto porcentual) ou até um desmanche de posições para compra de blue chips na bolsa - as ações PNA da Vale subiam perto de 6% e respondiam por quase um terço do giro.

Hoje, o Comitê de Política Monetária (Copom) inicia sua reunião de dois dias para discutir os rumos da política monetária e, ao final do segundo dia de reunião, decidir a taxa Selic (juro básico da economia). Antes quase um consenso, a alta de 0,75 ponto da taxa Selic já não é maioria, mas mesmo um avanço de 0,50 ponto torna a atual taxa Selic, de 10,25% ao ano, ainda mais atrativa para as arbitragens.

No exterior, mais um dado ruim sobre a economia americana foi conhecido hoje, o número de obras residenciais iniciadas em junho, que caiu 5%. As permissões para novas construções subiram 2,1% em junho.

Os rumores sobre falta de liquidez de alguns bancos que estão passando pelos testes de estresse na Europa, entretanto, pressionaram a moeda única do bloco, que caiu ante o dólar. 0Ainda há expectativa de que o governo do Japão intervirá para deixar a moeda mais fraca depois que ela alcançou, na semana passada, a cotação mais valorizada dos últimos sete meses, o que prejudica as exportações.

No mercado de câmbio brasileiro, a alta nas ações da Vale e de outras siderúrgicas se deve às perspectivas de que a China exporte menos e importe mais. O Ministério do Comércio do país informou hoje que o crescimento das exportações da China vai se desacelerar no segundo semestre deste ano em razão da crise de dívida da zona do euro e do aperto da política monetária em economias emergentes. No entanto, o ministério disse que as importações ainda vão aumentar, o que é uma boa notícia para mineradoras e siderúrgicas locais.

O Banco Central fez leilão para compra de dólar no mercado à vista entre 15h20 e 15h30 e fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,7742.

Nas operações de câmbio turismo, o dólar caiu 1,20% e foi negociado em média à R$ 1,887 na ponta de venda e a R$ 1,777 na compra. O euro turismo cedeu 0,17% para R$ 2,413 (venda) e R$ 2,267 (compra).

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