UOL Notícias Notícias
 
20/07/2010 - 14h36

Bolsas europeias recuam, mas Madri avança 1,32%

Londres - As principais bolsas europeias fecharam o dia em queda, mas acima das pontuações mínimas do dia. A alta das ações das empresas de matérias-primas no fim da sessão e a recuperação dos papéis dos bancos ajudaram a minimizar outra rodada de dados fracos do setor imobiliário dos EUA e o balanço decepcionante do Goldman Sacks. A Bolsa de Madri seguiu em sentido contrário ao de outros mercados da região, encerrando o dia em alta de 1,32%.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com leve alta de 0,07%, aos 246,35 pontos. O indicador havia recuado 3,8% nas últimas quatro sessões, atingido pela preocupação dos investidores sobre a desaceleração econômica no início da temporada de divulgação de balanços nos EUA. No início da sessão, a fraqueza do setor de telecomunicações e a fraca demanda no leilão de títulos do governo da Hungria mantiveram as bolsas europeias no vermelho. A maior parte dos participantes do mercado considerou o leilão um fracasso, após o governo vender 35 bilhões de florins (US$ 156,3 milhões) em papéis de três meses, montante inferior aos 45 bilhões de florins que tinha como meta.

Porém, uma recuperação das ações do setor bancário ajudou os mercados a reduzirem as perdas. O setor esteve sob pressão pela maior parte da sessão, com os investidores mostrando nervosismo antes dos resultados dos testes de estresse dos bancos da Europa. No entanto, a queda de 5% do número de obras de imóveis residenciais iniciadas em junho nos EUA e os resultados abaixo do esperado do Goldman Sachs terminaram por garantir o fechamento negativo dos mercados da Europa. "O grande cenário é de que os dados econômicos estão mostrando incrivelmente que o crescimento está desacelerando", afirmou Bernard McAlinden, da NCB Stockbrokers.

Em Londres, o índice FTSE-100 fechou em queda de 0,17%, aos 5.139,46 pontos, mas acima das pontuações mínimas registradas pela manhã, recebendo suporte das mineradoras. Rio Tinto subiu 4,08% e Vedanta Resources avançou 3,95%. A operadora britânica Cable & Wireless (C&W) teve o pior desempenho do índice, com queda de 18%, depois de anunciar que os cortes dos investimentos do governo afetarão o crescimento de seu lucro neste ano. As ações da operadora de telefonia móvel Vodafone Group recuaram 1,18%, depois que o ING rebaixou a classificação da empresa.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em queda de 0,69%, aos 5.967,46 pontos, seguindo os resultados financeiros fracos do Goldman Sachs e da IBM, bem como os dados do setor imobiliário norte-americano. O índice se recuperou da mínima registrada durante o dia, de 5.906,04 pontos, após as bolsas dos EUA também reduzirem suas perdas. A Daimler, que reportou números preliminares na semana passada que apontaram lucro trimestral e fortes vendas da sua divisão de automóveis, recuou 2,84%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 0,53%, aos 3.468,02 pontos, reduzindo os ganhos iniciais, após as bolsas norte-americanas recuarem acentuadamente diante de balanços decepcionantes e dos dados sobre imóveis residenciais. A Capgemini, consultoria internacional especializada em TI, recuou 3,2%. As ações da Peugeot caíram 2,48%.

Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou em alta de 1,32%, aos 10.061,30 pontos, depois que a forte demanda pelos títulos do governo espanhol restaurou parte da confiança dos investidores nas ações das empresas do país. A Espanha vendeu 5,958 bilhões de euros em títulos do Tesouro de 12 meses e 18 meses, dentro da meta do governo, que era de 5 bilhões de euros a 6 bilhões de euros. O setor bancário liderou os ganhos, com Santander subindo 2,13%, Banco Popular avançando 2,09% e BBVA registrando alta de 1,91%. As informações são da Dow Jones.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,31
    3,266
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,60
    62.662,48
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host