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20/07/2010 - 10h21

Bovespa abre em baixa, influenciada pelo exterior

São Paulo - A combinação de balanços corporativos decepcionantes nos Estados Unidos com novos números fracos sobre o setor imobiliário norte-americano reforça o tom negativo nos mercados internacionais, o que inclui a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Às 10h18 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) caía 0,23%, aos 63.151 pontos.

Hoje, o governo dos EUA informou que o número de obras residenciais iniciadas no país em junho caiu 5%, em base sazonalmente ajustada, depois de recuar 14,9% em maio (dado revisado). A previsão era de retração de 3,2%. O dado, que caiu para o menor nível em oito meses, mostra as dificuldades do setor imobiliário norte-americano, após a expiração do crédito fiscal do governo para os compradores de habitações.

Os números ampliaram as perdas exibidas pelos índices futuros de ações em Nova York, que já vinham fragilizados pelos resultados financeiros da IBM e da Texas Instruments, divulgados ontem à noite, e do Goldman Sachs, anunciados hoje. Segundo analistas, os investidores têm se decepcionado com os fracos resultados corporativos divulgados nos EUA e com os sinais de que a recuperação no país vem perdendo força. "Isso mantém o investidor avesso a apostar em ações e deixa os negócios voláteis", comenta o operador de uma corretora paulista. Com o mercado ainda pouco amigável, os agentes apostam em boas notícias vindas dos testes estresse dos bancos europeus para dar um alento às ações, pelo menos no curto prazo.

Apesar de a temporada de balanços no Brasil só ganhar corpo a partir da próxima semana, a Net Serviços divulgou hoje seus números trimestrais. Entre abril e junho deste ano, a companhia registrou queda de 69% no lucro líquido, para R$ 56,463 milhões, ante R$ 179,728 milhões registrados um ano antes. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 374,933 milhões no trimestre passado, um aumento de 30% em relação ao resultado de igual período de 2009.

Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o IPCA-15 de julho, que registrou deflação de 0,09%. O número pode provocar alguma reação nos papéis de empresas ligadas aos setores de consumo e construção civil, assim como nas ações de bancos, por causa das expectativas de um ciclo de aperto monetário menos agressivo.

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