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20/07/2010 - 17h40

Descolada de NY, Bolsa retoma 64 mil pontos com Vale

São Paulo - Puxado pelas fortes valorizações das ações da Vale e de siderúrgicas, o índice Bovespa (Ibovespa) reverteu rapidamente uma queda inicial e manteve-se em alta até o fechamento, enquanto em Nova York as bolsas oscilaram em baixa na maior parte do tempo, reagindo apenas no meio da tarde, para encerrar com ganhos. A reação refletiu expectativas de que os comentários que o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, fará durante audiências no Congresso amanhã e na quinta-feira poderão reforçar apostas de que a taxa de juros nos EUA permanecerá em um nível baixo até 2011.

Antes disso, o mercado acionário norte-americano sucumbiu à divulgação de resultados corporativos abaixo do esperado e ao dado de queda de 5% em junho no número de obras de imóveis residenciais iniciadas nos EUA. O Ibovespa deixou de lado essas influências negativas e decolou junto com as ações de empresas ligadas a commodities, diante do anúncio pelo Ministério do Comércio da China de que as importações do país vão aumentar e das apostas em que o governo chinês evitará a adoção de novas medidas de aperto monetário.

A Bolsa brasileira gostou também de estimativas de redução do ritmo de alta da Selic na reunião do Copom de hoje e amanhã. Parte dos analistas mudou projeções de alta de 0,75 ponto porcentual para 0,50 ponto porcentual, após a divulgação hoje de novos indicadores de queda da inflação. O IPCA-15 de julho apontou deflação de 0,09%, enquanto a segunda prévia do IGP-M teve variação de 0,03%. Esse cenário em que a inflação recua, mas há manutenção das expectativas de crescimento do País em torno de 7% este ano, é também bem visto pelos investidores.

O Ibovespa fechou em alta de 1,84%, aos 64.462,50 pontos, sua pontuação mais alta desde 28 de junho. Ao longo da sessão, a mínima foi de 62.901,91 pontos, em queda de 0,62%, e a máxima atingiu 64.481,19pontos, com valorização de 1,87%. No mês, o ganho acumulado ampliou-se para 5,79%, enquanto no ano a perda foi reduzida para 6,01%. O giro financeiro foi de R$ 7,518 bilhões. Os dados são preliminares.

Vale, que responde por cerca de 11% do Ibovespa, registrou alta de 6,23% no papel PNA e de 5,65% na ação ON, que encerraram cotadas, respectivamente, em R$ 40,90 e em R$ 46,54. CSN ON subiu 5,34%; Usiminas ON evoluiu 4,99% e PN, +3,63%; Gerdau PN valorizou-se 3,92%. Os papéis da Petrobras subiram para R$ 27,65 (PN) e R$ 31,90 (ON).

Nos EUA, os balanços corporativos do segundo trimestre divulgados desanimaram as bolsas logo cedo, com os investidores atentos não apenas ao lucro das empresas, mas também aos dados de receita ou vendas. Em Nova York, os índices futuros já apontaram para um dia de tensão, por causa da decepção com os resultados da IBM e da Texas Instruments divulgados ontem após o fechamento dos pregões.

A essas decepções da véspera somou-se hoje pela manhã o desânimo com o balanço do Goldman Sachs. A Johnson & Johnson teve alta de 7,5% no lucro no segundo trimestre e receita de US$ 15,64 bilhões. Mas a empresa reduziu suas projeções para ganhos neste ano em consequência do atual recall de vários de seus medicamentos.

No fechamento, o Dow Jones subiu 0,74%, para 10.229,96 pontos; o Nasdaq evoluiu 1,10%, para 2.222,49 pontos; e o S&P500 ganhou 1,14%, aos 1.083,48 pontos (dados preliminares).

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