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21/07/2010 - 16h42

Em dia de Copom, juro futuro tem pouca oscilação

São Paulo - O depoimento do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, no Senado norte-americano mobilizou os mercados nesta tarde, mas o segmento de juros seguiu firme mirando a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) logo mais. As taxas futuras praticamente não reagiram às palavras de Bernanke que, mesmo confirmando que os juros nos EUA devem continuar baixos por um período prolongado, acentuaram o pessimismo sobre a economia daquele país. As bolsas em Nova York mergulharam, a Bovespa inverteu o avanço e o dólar ampliou a alta, renovando as máximas.

Ao término da negociação normal da BM&F, os contratos com vencimento de curto prazo estavam perto dos ajustes anteriores, enquanto os longos persistiam no movimento de queda. O vencimento de depósito interfinanceiro (DI) de setembro de 2010 (399.250 contratos negociados hoje) estava em 10,70%, de 10,68% no ajuste de ontem; o DI de outubro de 2010 (253.065 contratos negociados) projetava 10,839%, de 10,83% ontem; o DI de janeiro de 2011 (608.305 contratos negociados), estável, marcava 10,97%; o DI de janeiro de 2012 (156.875 contratos negociados) caía de 11,61% para 11,54%; e o DI de janeiro de 2014 (36.040 contratos negociados) recuava a 11,84%, ante 11,97% ontem.

Nas projeções das taxas de juros no mercado futuro, a aposta de que o ritmo de ajuste da Selic será reduzido hoje, para 0,5 ponto porcentual, continua como a opção com mais probabilidade de ocorrer, em comparação com a aposta de elevação de 0,75 ponto porcentual. Depois da intensa movimentação ontem, os investidores se dedicaram hoje apenas a esperar a decisão do Banco Central, uma vez também que a agenda de indicadores domésticos esteve fraca nesta quarta-feira. E o único dado relevante conhecido reforçou a percepção de uma política monetária mais branda a partir de agora. A CNI informou que o Índice de Confiança do Empresariado Industrial (Icei) voltou a cair em julho e chegou a 63,4 pontos. Com a queda de 2,6 pontos na comparação com junho, o indicador recuou para o patamar mais baixo desde outubro de 2009. Em relação a janeiro deste ano, a queda na confiança dos empresários já é de 5,3 pontos.

No exterior, o destaque foi o depoimento de Ben Bernanke mais cedo no Senado, sobre as condições da economia. Ele sinalizou que não há medidas iminentes para fomentar a recuperação da economia, apesar de uma "perspectiva bastante mais fraca" de crescimento, mas assegurou que o Fed vai manter uma postura flexível diante de uma perspectiva econômica "anormalmente incerta". Bernanke também disse que a recuperação da economia prossegue num "ritmo moderado", com a expectativa de que a demanda por parte de indivíduos e empresas ajude a contrabalançar o impacto do estímulo fiscal, que está terminando, e uma desaceleração na recomposição dos estoques.

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