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21/07/2010 - 18h50

Oficiais teriam desviado doações em AL, diz promotora

Maceió - A promotora de Justiça Cecília Carnaúba, da Promotoria da Fazenda Pública Estadual, confirmou hoje que o Ministério Público Estadual (MPE) investiga denúncia de desvio de donativos para vítimas das enchentes em Alagoas. Segundo ela, integrantes do Corpo de Bombeiros, incluindo oficiais, são suspeitos. "Por enquanto, não divulgamos os nomes dos oficiais investigados porque ainda não confirmamos o envolvimento deles nos desvios. Mas há indícios, inclusive, de que oficiais de patentes mais altas também tenham se apropriado indevidamente de donativos", acrescentou.

A Secretaria de Defesa Social já está sabendo do ocorrido e também apura o caso. As primeiras informações são de que participaram dos desvios três integrantes da corporação. Os envolvidos seriam um capitão, um tenente e um soldado. Entre o material desviado, estaria um caminhão com mais de mil pares de sandálias havaianas doadas por um fabricante, além de material de uso pessoal, higiene e limpeza.

"O Ministério Público do Estado já estava ciente das denúncias recentes e vinha trabalhando na apuração dos fatos desde a semana passada. Só não nos pronunciamos porque os processos corriam sob segredo de Justiça, afirmou Cecília. Questionada se os desvios seriam para beneficiar algum candidato, a promotora disse que por enquanto não foi identificada nenhuma motivação política por trás dos desvios dos donativos. "Surgiram algumas especulações e estamos investigando todas as hipóteses, mas tudo indica que o motivo das apropriações foi pessoal", disse a promotora.

Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros informou que a instituição também apura o desvio de donativos. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, na última segunda-feira, foi aberto um Inquérito Policial Militar para investigar integrantes da corporação acusados de desviar mantimentos.

"Não houve esquema. Foram feitos desvios isolados, que já foram detectados. Quando ficamos sabendo, o comandante-geral e a corregedoria estabeleceram um inquérito para investigar e responsabilizar os culpados. Com o inquérito, eles podem até ser exonerados da corporação", afirmou o major Sandro Cavalcante.

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