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26/07/2010 - 16h58

Dólar comercial sobe 0,34% a R$ 1,765

São Paulo - O dólar à vista fechou o pregão de hoje em alta de 0,34% a R$ 1,7650. Desde o começo do mês, a moeda acumula baixa de 2,16%; no ano, o dólar tem alta de 1,26%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista fechou o pregão de hoje com ganho de 0,52% a R$ 1,7663. O euro comercial subiu 1,06% e foi negociado a R$ 2,296.

A simples sondagem, por parte do Banco Central (BC), às mesas de operação para detectar demanda por leilões de swap cambial reverso foi suficiente para descolar o mercado cambial doméstico do exterior nesta segunda-feira. Os rumores da sondagem começaram no final da tarde de sexta-feira e já exerceram influência no mercado futuro naquele dia, já que o à vista estava fechado. Por isso, hoje o dólar futuro caiu, enquanto o à vista subiu, ambos corrigindo a direção para um patamar aproximado.

No exterior, dados animadores tanto nas vendas de residências novas nos Estados Unidos como nas previsões de ganhos apontadas no balanço da FedEx desestimularam a busca da segurança do dólar e abriram espaço para a valorização do euro, da libra e do iene, além de divisas de países emergentes.

No mercado local, o fluxo cambial continuou negativo, em US$ 2,930 bilhões, no mês de julho até o dia 22, segundo dados divulgados hoje. A conta financeira liderou a saída de dólares do Brasil, já que, nesse período, registrou déficit de US$ 1,731 bilhão. Já as compras de moedas pelo Banco Central no mercado spot (à vista), que continuam sendo feitas diariamente desde 8 de maio de 2009, mostram volumes cada vez menores. Até o dia 22, o BC enxugou US$ 822 milhões do mercado à vista, uma média diária de US$ 37,36 milhões, bem inferior à média de junho, de US$ 91 milhões.

Hoje, o Banco Central fez novo leilão de compra, entre 15h48 e 15h58, e fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,7661. O mercado ainda está dividido entre os que consideram a volta dos leilões de swap cambial reverso como necessária para equilibrar as cotações e os que acham que o momento ainda não exige tal atitude. De qualquer forma, parece unânime que a simples sondagem por parte da autoridade monetária já surtiu efeito hoje. "Tira um pouco o apetite de ficar vendido, fica essa faca na cabeça", apontou Carlos Allievi Jr., gestor da Infinity Asset.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, informou hoje que os bancos aumentaram a posição vendida no mercado de câmbio para US$ 12,950 bilhões até o dia 22 de julho, nível quase US$ 3 bilhões superior ao registrado ao fim de junho deste ano, quando a posição vendida somava US$ 9,049 bilhões. É bom lembrar que, em maio, essa posição era de pouco mais de US$ 3 bilhões. No campo das captações externas de empresas, mais duas operações foram conhecidas hoje: Banco Panamericano e BMG.

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