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27/07/2010 - 10h10

Dólar comercial abre em baixa de 0,23%, a R$ 1,761

São Paulo - O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,23%, negociado a R$ 1,761 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,34%, cotada a R$ 1,765. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações de hoje em queda de 0,38%, a R$ 1,7595.

O euro acima de US$ 1,30 e a ausência do Banco Central (BC) nas mesas de operações, depois de se criar expectativa de que atuaria por meio de leilões de swap cambial reverso, influenciam a cotação do dólar em relação ao real. Nestes leilões, as instituições financeiras compram contratos e recebem uma taxa de juros. O BC, por sua vez, ganha a variação cambial no período de validade dos contratos.

"A queda na aversão ao risco vista no exterior e a atratividade do real, com os juros altos, apontam no sentido de entrada de recursos e o mercado sabe disso. Assim, diante desse cenário de hoje, a sinalização é de queda nas cotações do dólar na abertura", afirmou o estrategista-chefe do WestLB Brasil, Roberto Padovani. Ele acrescentou, no entanto, que a marca psicológica de R$ 1,75 tem prevalecido e, com as cotações encostando nela, é provável que haja uma retração nos negócios.

A mesma ideia é compartilhada por um experiente operador de uma grande corretora de São Paulo. Ele ressalta que, mesmo diante da ameaça de leilão de swap cambial reverso, os investidores estrangeiros aumentaram a posição vendida em dólar futuro ontem, passando de 134 mil contratos no fechamento de sexta-feira para 136 mil no encerramento da segunda-feira. Porém, ao mesmo tempo, a taxa do cupom cambial para setembro caiu de níveis superiores a 4% alcançados na semana passada para algo entre 2% e 2,5% ontem.

Segundo os especialistas, o objetivo do BC, ao cogitar a possibilidade de fazer leilões de swap cambial reverso, é justamente a redução da taxa do cupom cambial, que é o juro em dólar - ou seja, o ganho que os estrangeiros conseguem quando entram no Brasil para arbitrar dólares com reais. Assim, ao atuar nas expectativas com sua consulta informal sobre a demanda por contratos de swap cambial reverso, o BC conseguiu diminuir a taxa do cupom cambial, mas o interesse dos estrangeiros pela arbitragem continua grande. Até porque a taxa de 2% a 2,5% é alta. Segundo operadores, o cupom deveria estar ao redor de 1,20%.

Por isso, alguns defendem que o BC passe da ameaça para o fato e faça leilão. Outros analistas avaliam que a medida teria pouca e limitada eficiência. Há ainda a possibilidade de que, perante a consulta, o mercado tenha respondido que não quer swap cambial reverso. O certo é que a expectativa deve continuar hoje.

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