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27/07/2010 - 16h58

Dólar comercial encerra na máxima, a R$ 1,770

São Paulo - O mercado cambial doméstico viu nas palavras do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a certeza do que ontem ainda parecia uma dúvida ou uma ameaça: o Banco Central deve mesmo voltar a intervir no mercado futuro de dólar, de onde saiu em 5 de maio de 2009, por meio de leilões de swap cambial reverso. As declarações de apoio de Mantega à atuação do BC garantiram o segundo dia consecutivo de compras da moeda americana e o dólar voltou a subir.

O dólar comercial fechou na taxa máxima do dia, com alta de 0,28% a R$ 1,770 no mercado interbancário de câmbio. No mês, a moeda acumula queda de 1,88% e no ano, alta de 1,55%. Na BM&F, o dólar negociado à vista encerrou a sessão com avanço de 0,22% a R$ 1,7702, também na máxima. O euro comercial subiu 0,17% para R$ 2,30.

Em entrevista a alguns veículos de imprensa, Mantega defendeu hoje a ação do Banco Central no mercado futuro de câmbio, seja por meio de operações de swap ou pela limitação da exposição dos bancos. "Sou favorável à atuação do BC, quando oportuna", completou. Ele ainda comentou que o déficit das transações correntes deveria puxar uma desvalorização do câmbio, mas outros fatores, como o fluxo financeiro para o Brasil, sustentam a oferta de dólares para o mercado. Mantega acrescentou que, apesar do descompasso entre a tendência de queda no real e a formação de preços futuros, o governo não irá alterar nenhuma regra para regular o câmbio.

O fato é que, enquanto o leilão de swap cambial reverso não acontece, o BC mantém a prática de se oferecer para comprar no mercado spot (à vista) - como faz diariamente desde 8 de maio de 2009 - e os investidores "travam" à espera da novidade, sem saber bem o que fazer, como avaliou um operador, e as cotações permanecem no intervalo entre R$ 1,75/R$ 1,80 do qual não saem desde o início deste mês. Hoje, novo leilão foi feito no mercado à vista, até 15h56, com taxa de corte fixada em R$ 1,7688.

Ainda no mercado local, além da retomada com força das captações externas de empresas, o governo brasileiro voltou hoje ao mercado internacional com uma oferta de bônus globais com vencimento em 2021.

No exterior, bons resultados do UBS, maior banco suíço, e do Deutsche Bank, maior instituição financeira alemã, ajudaram a afugentar de vez os temores recentes com a exposição dos bancos aos títulos da dívida de alguns dos países do bloco. O euro chegou a bater a máxima cotação em 11 meses (US$ 1,3047) pela manhã, mas recuou um pouco depois de divulgada a queda na confiança do consumidor norte-americano em julho.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar teve alta de 1,23% e foi negociado em média a R$ 1,89 na ponta de venda e a R$ 1,737 para compra. O euro turismo subiu 1,55% para R$ 2,42 (venda) e R$ 2,28 (compra).

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