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28/07/2010 - 15h51

Rebelo enfrenta tumulto em palestra de Código Florestal

Campinas, SP - Ambientalistas contrários às mudanças a serem implementadas na legislação do Código Florestal interromperam a palestra do deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP) com palavras de ordem em um megafone, no final da manhã desta quarta feira (28), em Campinas (SP). Rebelo é o relator da Comissão Especial do Código Florestal Brasileiro e era um dos convidados do workshop 'Água, Agricultura e Meio Ambiente no Século 21", promovido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Uma manifestante leu as razões das discordâncias das mudanças na lei, mas suas palavras se tornaram inaudíveis por causa das vaias e reclamações dos presentes. Houve empurra-empurra, troca de acusações entre produtores rurais e os manifestantes. Um agricultor foi derrubado, enquanto água e suco de laranja eram jogados contra os ambientalistas. Os manifestantes foram contidos e a organização encerrou o evento.'Isso é um retrocesso, Rebelo exterminador do futuro', repetiam enquanto eram levados para fora do anfiteatro.

O deputado Rebelo definiu a situação como "reações emocionais com ausência de discussão democrática". Segundo ele, o evento reunia dezenas de ambientalistas e que esse tipo de manifestação surge " de pessoas intolerantes". "Quando eu era estudante, eu enfrentei tropa de choque da Polícia Militar, ameaças físicas e até de vida e não vou me intimidar. Isso não tem significado, não tem sentido, é um gesto de desrespeito", falou.

Marcela Moreira, que fez uso do megafone, disse que foi agredida e tinha um pequeno corte no lábio inferior e que pretendia fazer um boletim de ocorrência. Para ela, a manifestação é um alerta contra o Código Florestal Brasileiro que representa a destruição do meio ambiente. "Não aceitamos a anistia daqueles que desmataram por se tratar de incentivo para o desmate. Também não aceitamos a redução de área de proteção de 30 para sete metros e meio na propriedade rural.

O coordenador substituto da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), ligada à secretaria, João Brunello Júnior, falou que iria consultar o departamento jurídico para saber se seria tomada alguma atitude sobre a situação. "Aqui é um espaço democrático. O que está sendo discutido é um código instituído na época dos militares e em grande parte por medidas provisórias. Por isso, não há razão para radicalizar, e se faz necessário o bom senso".

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