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30/07/2010 - 14h15

Bolsas europeias fecham em queda com PIB dos EUA

Londres - As principais bolsas europeias encerram em queda, refletindo a decepção dos investidores com o abrandamento do crescimento econômico dos Estados Unidos que neutralizou o crescimento dos lucros anunciados por empresas da região, como as gigantes francesas Alcatel-Lucent e EADS. A bolsa da Alemanha foi n mão contrária e fechou em terreno positivo, conduzida pela alta das ações da Adidas.

O índice pan-europeu Stoxx 600 teve queda de 0,36%, para 255,35 pontos. Ainda assim, o mês de julho foi bom para as ações europeias, com o índice registrando um ganho mensal de 4,9%.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA subiu 2,4%, em uma taxa anualizada ajustada sazonalmente, no segundo trimestre, mas o dado ficou levemente abaixo da estimativa dos economistas consultados pela Dow Jones, que era de alta de 2,5%. O crescimento também foi inferior à média do crescimento do PIB nos últimos seis meses deste ano, de 4,4%.

"Os números vieram ligeiramente abaixo das expectativas e podem, portanto, aumentar a preocupação de que a recuperação será lenta nos EUA", disse Scott Corfe, economista do Center for Economics e Business Research.

O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, fechou em queda de 1,05%, a 5.258,02 pontos, após uma hora final agitada de negociação. O índice encerrou o mês com alta de 6,94%. A companhia aérea British Airways subiu 1,67%. Apesar de a empresa ter reportado aumento de seu prejuízo no 2º trimestre para 122 milhões de libras (US$ 190,5 milhões), o resultado ficou abaixo das projeções dos analistas.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra DAX encerrou com alta de 0,22%, a 6.147,97 pontos, conduzido pelas ações da Adidas, que subiram 1,98%. O índice acumulou avanço de 3,06% em julho. Lufthansa avançou 2,09%, ainda se beneficiando de resultados trimestrais positivos divulgados na quinta-feira. A fabricante de cimento Heidelberg Zement recuou 3,39%, após reportar queda de seu lucro líquido no 2º trimestre.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 0,24%, em 3.643,14 pontos, após um dia de pregão agitado. No mês, o índice acumulou alta de 5,82%. Alcatel-Lucent subiu 11,17% depois de anunciar uma receita maior do que o esperado no 2º trimestre. EADS ganhou 3,41%, refletindo a melhora de suas expectativas para os resultados neste ano. A Total terminou com alta de 0,94%, depois de reportar aumento de 43% do lucro líquido no segundo trimestre, para US$ 4,03 bilhões. A fabricante de materiais de construção Lafarge cedeu 3,89%, com o corte de suas estimativas.

O índice FTSE MIB, da Bolsa de Milão, terminou com leve queda de 0,36%, em 21.021,56 pontos. O índice acumulou elevação de 8,85%. Os papéis do setor bancário recuaram, com o Intesa Sanpaolo caindo 0,51%, UniCredit perdendo 0,23% e Monte dei Paschi cedendo 0,59%. A Bulgary recuou 4,22%.

Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou em baixa de 1,50% em 10.499,80 pontos, após uma alta da taxa de desemprego da Espanha para 20% em junho. Além disso, circularam relatos de que a agência de classificação de risco Moody's poderá rebaixar o rating Aaa do país. A queda de 2,84% das ações do banco Santander também pesou sobre o índice. No entanto, o Ibex-35 encerrou o mês com alta de 13,35%. A Telefónica caiu 0,74%.

Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 fechou em queda de 0,48%, em 7.371,79 pontos. O índice acumulou alta de 4,33% no mês. O Banco Espírito Santo caiu 1,34%. Galp Energia cedeu 1,18%. A companhia disse que seu lucro líquido ajustado subiu 72% no primeiro semestre deste ano, para US$ 225,9 milhões. Portugal Telecom recuou 0,24%. As informações são da Dow Jones.

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