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30/07/2010 - 20h06

PMs são suspeitos de causar overdose em dupla no Rio

Rio - A Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro afastou hoje três policiais do 18º Batalhão de Polícia Militar de Jacarepaguá (zona oeste). Eles são suspeitos de envenenar ou provocar uma overdose de cocaína em dois homens. De acordo com uma testemunha, Atemildo José de Souza, de 28 anos, e Alex da Silva Cardoso, de 35 anos, foram detidos por consumirem cocaína no ônibus da linha 760 (Curicica-Madureira), após denúncias de outros passageiros. Eles teriam sido levados por policiais para uma cabine da PM, na Avenida Nelson Cardoso, onde teriam sido obrigados a beber água com o entorpecente.

De acordo com o testemunho deste amigo, que não foi levado para a cabine, os dois teriam revelado que foram obrigados a beber a mistura e liberados. Os PMs negam e afirmam que a dupla foi liberada após nada ser encontrado com os dois em uma revista. No atestado de óbito de Alex, a causa da morte é apontada como envenenamento, mas o documento de Atenildo aponta a causa do óbito como "não esclarecida".

Após a revista, os três amigos seguiram para o bar Novo Bandeirante, a 600 metros da cabine. De acordo com funcionários, quando os três pediram a segunda cerveja, Atenildo e Alex começaram a passar mal e morreram alguns momentos depois na calçada, cerca de duas horas após a entrada deles na cabine da PM. As vítimas apresentavam salivação, sangramento pela boca e convulsões. O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios (DH).

"O exame toxicológico do laudo cadavérico vai apontar se houve envenenamento por outra substância ou overdose e como isto ocorreu. Nenhuma hipótese está descartada", declarou o delegado titular da DH, Felipe Ettore. O laudo ficará pronto em até 15 dias. Hoje, agentes da DH realizaram uma perícia no bar em que os dois homens morreram.

O comandante do 18º BPM, o coronel Djalma Beltrami, pediu cautela e informou que os policiais envolvidos no caso são recém-formados. "Tudo será investigado. É preciso levar em consideração que a única testemunha estava visivelmente alterada. Os policiais confirmaram a abordagem e contaram que não encontraram nada com eles. Os suspeitos foram liberados por conta disso", afirmou Beltrami. Segundo ele, no caso de flagrante, não haveria motivo para que os policiais não levassem os detidos para 32ª Delegacia de Polícia cuja sede fica a poucos metros da cabine.

Silvana Silva dos Santos, de 33 anos, diarista e irmã de Atenildo, negou que irmão usasse drogas e não descartou o envolvimento da suposta testemunha num envenenamento. Segundo ela, o irmão comentou com vizinhos que estaria com R$ 1.500 de um serviço como pintor no bolso, mas o dinheiro nunca apareceu. "Não posso acusar ninguém. Isto quem deve fazer é a Justiça, mas esta história precisa ser esclarecida. Alguém está mentindo", disse.

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