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02/08/2010 - 10h20

Bovespa abre em alta e tenta manter euforia

São Paulo - Depois do robusto desempenho em julho, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inicia agosto com o desafio de inverter o sinal negativo no acumulado do ano e manter a sequência ainda interrupta de dez sessões seguidas de ganhos. Com a safra doméstica de balanços a pleno vapor, o renovado apetite ao risco que se mantém no exterior pode incitar novos ajustes nas ações, principalmente após a divulgação da primeira prévia da carteira teórica do índice Bovespa (Ibovespa), que vigorará no último quadrimestre de 2010. Às 10h15 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 1,19%, para 68.316 pontos.

Divulgada nesta manhã, a primeira prévia do Ibovespa válida para o período entre setembro e dezembro manteve todas as ações que constam na carteira teórica do índice à vista, além de incluir as units (ativo composto por mais de uma classe de valores mobiliários) do Santander, o que confirmou as expectativas dos operadores. Vale PNA, por sua vez, passaria a ser o papel com maior peso do índice, com 10,804%, superando Petrobras PN, que ficaria na segunda posição, com 9,951%. A semana reserva ainda a divulgação dos resultados financeiros de importantes empresas componentes do Ibovespa, com destaque para os números da Embraer e da TIM hoje, após o fechamento dos negócios.

No exterior, agosto começa com um surpreendente apetite pelo risco, com os dados mostrando desaceleração da atividade na China sendo suplantados pelo desempenho vigoroso da manufatura na Europa. Dois índices de atividade industrial chineses referentes a julho divulgados no fim de semana apontaram moderação, sendo que o indicador HSBC ficou abaixo da marca de 50, que indica expansão. Porém, a melhora da atividade manufatureira europeia, que subiu para o melhor nível em três meses, alivia o sentimento e fortalece a retomada da confiança nos negócios. Para analistas, os bons resultados corporativos são uma ajuda importante nessa fase de dados econômicos duvidosos.

Hoje, a agenda econômica dos EUA sugere cautela, com destaque para a participação do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central do país), Ben Bernanke, ainda pela manhã, em uma conferência na Carolina do Sul, onde deve falar sobre os desafios para a economia. Os investidores acompanharão as palavras de Bernanke em busca de sinais sobre novas medidas de flexibilização que podem ser adotadas para manter a economia norte-americana nos trilhos. Entre os indicadores, às 11 horas o ISM divulga o índice de atividade industrial em julho e, no mesmo horário, saem os gastos com construção civil no mesmo mês.

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