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04/08/2010 - 17h36

Filha e namorado são presos por tentar extorquir pais

Curitiba - Uma tentativa de extorsão aos próprios pais com simulação de sequestro levou uma jovem de 21 anos, seu namorado, também de 21 anos, e um amigo, de 26 anos, à prisão ontem, em Ponta Grossa, no Paraná. Autuados em flagrante por extorsão qualificada, eles podem pegar penas que vão de quatro a dez anos de prisão. Apesar de terem sido vítimas, os pais da jovem contrataram o advogado Wilson Ribeiro Júnior para defendê-la. "O casal está ciente do que ela fez, mas não quer vê-la presa", disse.

Segundo ele, Savana Silveira da Rocha vive com o namorado Alexandry Weiber Lievore, que assumiu ter planejado o golpe. No sábado, a moça teria desaparecido e Lievore entrou em contato com os pais dela, que registraram um boletim de ocorrência. No domingo à noite, os familiares, de classe média, teriam recebido o primeiro telefonema pedindo, segundo o advogado, R$ 100 mil de resgate. Na segunda-feira, foram feitos outros telefonemas, e a família procurou o advogado.

"Diante dos fatos que me contaram, percebi que a probabilidade de sequestro era de 5%", disse Ribeiro Jr., que foi delegado por 36 anos. Ele afirmou ter dito isso aos pais. "Eles estavam muito nervosos no início, não acreditavam, mas torciam para que o desfecho fosse esse porque aí ela não estaria correndo riscos", contou. Na segunda-feira pela manhã, alertada por familiares de que o desaparecimento poderia se tratar de sequestro, a polícia já estava trabalhando no caso.

"Havia plausibilidade no que disseram e colocamos um delegado e uma equipe, além de solicitar apoio do grupo Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial, especialista em casos de sequestro) em Curitiba", disse o delegado adjunto da 13ª Subdivisão Policial em Ponta Grossa, João Manoel Garcia Alonso Filho. "O êxito da operação se deu pela mobilização imediata da polícia e pelo apoio do Ministério Público e do Judiciário."

O advogado relatou que, por meio de investigações, a polícia já tinha descoberto que a moça estaria em Irati, município a cerca de 90 quilômetros, onde seria o suposto cativeiro. Em Ponta Grossa, a polícia passou a interrogar Lievore, que acabou confessando o golpe e relatando o local, em Irati, onde estavam Savana e o amigo Jean Cleber Schermak, responsável pelas ligações telefônicas pedindo resgate. Às 22 horas de ontem, todos estavam presos. Na apresentação à imprensa, a moça chegou a desmaiar e precisou de atendimento médico.

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