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05/08/2010 - 13h54

Denunciado, Bruno tem prisão preventiva decretada

Belo Horizonte - A Justiça de Minas Gerais informou hoje que o goleiro Bruno Fernandes de Souza e os outros oito suspeitos no caso Eliza Samudio foram denunciados por quatro crimes. O promotor Gustavo Fantini informou também que a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues expediu entre ontem e hoje mandados de prisão preventiva para todos os acusados de participação no desaparecimento e na suposta morte da ex-amante do goleiro do Flamengo. Todos já estão presos, com exceção de Fernanda Gomes de Castro, suposta amante do atleta.

A partir de agora, os nove poderão ser formalmente acusados de homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado na forma qualificada, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Além do atleta, foram citados pelos mesmos crimes Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Flávio Caetano de Araújo; Wemerson Marques de Souza, o Coxinha; Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, mulher de Bruno; Elenilson Vitor da Silva; Sérgio Rosa Sales; e Fernanda.

Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, deverá responder por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A soma das penas máximas que podem ser aplicadas aos acusados é de 42 anos de prisão. No caso de Bola, a pena pode chegar até 33 anos.

O promotor Gustavo Fantini qualificou como brilhante o trabalho da Polícia Civil e disse que "há prova de materialidade mais do que suficiente" para condenação dos acusados. Segundo Fantini, Bruno foi o mandante e executor do assassinato de Eliza, mesmo que não esteja provado que ele estava presente na cena do suposto crime.

Plano

Segundo a denúncia, Eliza foi cruelmente assassinada na noite de 10 de junho em Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte. Os acusados, conforme o Ministério Público Federal (MPF), em comum acordo e previamente ajustados, planejaram e executaram o plano para matá-la. A denuncia aponta que a jovem foi morta por que suplicava à Bruno, pai de seu bebê, que reconhecesse a paternidade da criança e que pagasse pensão. Insatisfeito, Bruno teria resolvido engendrar um plano de morte.

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