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05/08/2010 - 10h38

NY abre em queda, após auxílio-desemprego ruim

Nova York - Os dados de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos comprometeram a abertura das bolsas norte-americanas nesta quinta-feira. Para o investidor, que está ansioso em ver o payroll amanhã, o aumento de 19 mil novos pedidos, para 479 mil em julho, ante estimativa de queda de 2 mil, não é bom agouro.

Às 10h32 (de Brasília), o índice Dow Jones perdia 0,46% para 10.630,40 pontos, o Nasdaq cedia 0,49% aos 2.292,17 pontos e o S&P 500 tinha queda de 0,60% para 1.120,50 pontos.

Os dados de amanhã incluem empregos privados e do governo e devem mostrar uma queda de 60 mil nas vagas criadas em julho, provocada especialmente por trabalhadores do Censo 2010. O resultado deve dar mais pistas sobre se o Fed vai ou não adotar alguma medida adicional de afrouxamento monetário na próxima terça-feira. Em junho, a queda foi de 125 mil ante 433 mil em maio. A taxa de desemprego deve mostrar avanço para 9,6%, de 9,5% em junho.

O investidor até quer acreditar no melhor cenário, mas os indicadores recentes são tão divergentes que o melhor é esperar para ver. Ontem, a pesquisa ADP, tida como antecedente do payroll, mostrou a criação de 42 mil vagas no setor privado em julho, mas a pesquisa da Challenger, Gray & Christmas, por outro lado, revelou que os empregadores anunciaram demissões de 41.676 funcionários em julho, uma alta de 6% em relação às 39.358 demissões de junho. E o principal indicador da economia, o PIB, segue desacelerando. Cresceu 2,4% no segundo trimestre ante expansão de 3,7% no primeiro trimestre e 5% no quarto trimestre de 2009.

Na Europa, o Banco da Inglaterra (BoE) e o Banco Central Europeu (BCE) mantiveram as taxas de juros inalteradas, em 0,5% e 1%, respectivamente como se esperava. E, ao contrário do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) Ben Bernanke, que se mostrou muito preocupado com o ritmo de recuperação dos EUA, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, se mostrou mais otimista, dizendo que a economia da zona do euro está mais forte.

No front corporativo dos EUA, as maiores redes de comércio varejista divulgam ao longo do dia os números das vendas em julho. A expectativa é aumento de 3,2% nas vendas no mês passado, após três meses consecutivos de surpresas negativas. Os dados revelados até agora nesta manhã foram mistos, pendendo mais para o positivo.

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