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06/08/2010 - 17h01

Dólar sobe a R$ 1,76 após dados de emprego nos EUA

Taís Fuoco - A decepção com os dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos determinaram ordens de vendas de ativos de risco, como moedas de países emergentes e ações, a favor de portos seguros como o iene e o ouro. O euro ainda se favoreceu da perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) não só tenha de manter a taxa de juros da economia americana próxima de zero por um bom tempo, como ainda pode ter de retomar medidas de estímulo (a conferir na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) na próxima terça-feira). No mercado doméstico, as compras de dólar foram ampliadas, mas sem força para determinar uma nova tendência, na opinião dos operadores.

O dólar comercial fechou com alta de 0,34% hoje nas negociações no mercado interbancário de câmbio a R$ 1,76. No mês, a moeda registra alta de 0,28% e no ano, +0,98%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão a R$ 1,759, avanço de 0,30%. O euro comercial subiu 1,08% para R$ 2,337.

A economia dos Estados Unidos cortou 131 mil postos de trabalho no mês passado, enquanto a expectativa era de corte de 60 mil. Além disso, os dados de junho foram revisados para baixo. Segundo o Departamento do Trabalho, houve corte de 221 mil vagas de trabalho em junho, acima do cálculo anterior de corte de 125 mil.

"Os dados americanos não foram bons e reforçaram as compras, mas foi só uma oportunidade de ganho", disse José Carlos Amado, operador de câmbio da Renascença Corretora. Ele até acredita que haja espaço para que a moeda chegue ao patamar de R$ 1,77, mas não vê na oscilação de hoje uma mudança de tendência.

O Banco Central realizou leilão para adquirir moeda no mercado spot (à vista) por volta de 15h30 e fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,7590. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que há uma pequena sobrevalorização do real, mas que o governo está atendo para coibir abusos. Ele ressaltou, no entanto, que o regime continua sendo o de moeda flutuante. Durante inauguração de novo maquinário da Casa da Moeda em Santa Cruz, zona oeste do Rio, Mantega afirmou que "temos que admitir uma certa valorização, mas procuramos coibir abusos", acrescentou.

No mercado global, perto das 16h40, o euro era negociado a US$ 1,3287, em alta sobre os US$ 1,3186 no final da tarde de sexta-feira em Nova York, enquanto o dólar caía para 85,39 ienes, de 85,74 ienes ontem no final do dia.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou com alta de 1,42% e foi negociado em média à R$ 1,857 na ponta de venda e a R$ 1,693 na compra. O euro turismo registrou ganho de 1,49% para R$ 2,453 (venda) e R$ 2,253 (compra).

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