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10/08/2010 - 10h36

Bolsas de NY abrem em queda com tensão pré-Fed

Nova York - As bolsas de Nova York abriram a terça-feira em queda, pressionadas pela tensão que antecede a decisão do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc), que será anunciada esta tarde. Sinais de desaceleração na China e dados fracos sobre custo de produtividade da mão de obra nos EUA também influenciam negativamente os negócios.

Às 10h33 (de Brasília), o Dow Jones caia 0,80% para 10.614,68 pontos; Nasdaq perdia 1,06% aos 2.281,42 pontos e o S&P 500 registrava queda de 0,83% para 1.118,64 pontos.

Nunca se viu tanta insegurança e expectativa sobre o que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) irá fazer desde a explosão da crise em 2008. Quase ninguém espera qualquer alteração na política de juro zero - os Fed Funds estão na faixa de zero a 0,25% desde dezembro de 2008 - mas o banco central dos Estados Unidos pode decidir alterar a linguagem, deixando de lado a presunção de que a economia está se recuperando gradualmente e admitindo a desaceleração do processo de retomada. O Fed deve também colocar na mesa os riscos de deflação, que nunca estiveram tão próximos desde 2003.

O Comitê pode optar por reinvestir os recursos liberados com o vencimento de bônus atrelados a hipotecas, o que manteria esse dinheiro em circulação na economia, mas sem capacidade de estimular o consumo, segundo analistas.

"Nossas opções atualmente não estão entre o que é bom ou melhor, mas entre o que é ruim ou pior", disse o ex-presidente do Fed Alan Greenspan, na semana passada ao The New York Times. Greenspan, que ficou 18 anos à frente do Fed, até 2006, disse que as perspectivas ficaram "mais sombrias". "Parece uma pausa na retomada, mas uma pausa deste tipo dá a sensação de quase recessão", afirmou.

Depois dos números ruins sobre mercado de trabalho americano na semana passada, a produtividade da mão de obra caiu 0,9% no segundo trimestre, contrariando expectativa de alta de 0,3%, a primeira queda em 18 meses; enquanto o custo de mão de obra subiu 0,2% no período, abaixo da estimativa de alta de 0,5%.

Do outro lado do mundo, os sinais de desaceleração da China também geram temores. O superávit comercial do país cresceu muito acima do esperado, com maior aumento das exportações, mostrando uma economia doméstica menos aquecida, o que deve aumentar pressão para mais valorização do yuan.

Entre ações para se observar hoje estão as da Disney, que divulga resultados do segundo trimestre.

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