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10/08/2010 - 10h20

Bovespa abre em baixa à espera de decisão do Fed

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em baixa, após a divulgação de dados negativos da balança comercial da China e à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). O aumento das importações chinesas em julho, abaixo do esperado, renovou os temores de desaceleração da economia asiática. Às 10h17 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) recuava 1,20%, para 67.048 pontos.

O superávit comercial da China atingiu em julho o maior nível desde janeiro de 2009, a US$ 28,7 bilhões, acima do esperado por analistas (US$ 19,6 bilhões). Embora o saldo positivo tenha sido melhor que o previsto, as exportações desaceleraram no mês passado e cresceram 38,1%, ante alta de 43,9% em junho. Os economistas esperavam alta de 36,3% das vendas externas. Já as importações avançaram 22,7% em julho, abaixo do verificado no mês anterior (alta de 34,1%) e também menos que a previsão de 30,2%. Além de renovarem a pressão para a valorização cambial na China, os dados são negativos para as commodities (matérias-primas), pois revelam uma redução do volume de compra de petróleo.

No Brasil, também deve ganhar destaque a guerra travada nos bastidores entre a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) em relação à participação da indústria nacional na exploração e no desenvolvimento das áreas que serão repassadas pelo governo por meio da cessão onerosa. Para fontes, este seria mais um capítulo da novela em torno da capitalização da estatal.

Hoje, quem dita o ritmo do pregão é o Fed. O mercado especula em cima das eventuais medidas que podem ser adotadas pela autoridade monetária para voltar a estimular a economia norte-americana. Nesta manhã, o governo dos EUA informou que a produtividade da mão de obra caiu pela primeira vez em 18 meses, em baixa de 0,9% no segundo trimestre deste ano, contrariando a previsão de alta de 0,3%. O custo da mão de obra cresceu 0,2% no mesmo período, menos que a previsão de aumento de 0,5%.

Entre os balanços divulgados, a Gol divulgou um prejuízo de R$ 51,9 milhões no segundo trimestre deste ano, ante um lucro de R$ 353,689 milhões em igual período do ano passado. De acordo com a companhia aérea, o resultado está ligado a fatores como sazonalidade e variação cambial, além de despesas "pontuais" de manutenção resultantes do programa de renovação da frota. Hoje, a Braskem anunciou queda de 96% no lucro líquido registrado entre abril e junho de 2010, enquanto a ALL encerrou o período com um aumento de 126,9% nos ganhos, totalizando R$ 136,4 milhões.

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