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10/08/2010 - 16h53

Dólar sobe a R$ 1,759 com dados da China

São Paulo - A China adicionou mais apreensão com a recuperação econômica global ao mostrar, nesta madrugada, uma alta menor que a esperada nas importações, uma perspectiva ruim para quem esperava continuar vendendo matérias-primas para o país no mesmo ritmo - e isso inclui o Brasil, que tem no gigante asiático seu principal parceiro comercial. Já o comunicado do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, banco central americano), evento mais aguardado do dia, nos EUA, reduziu a alta da divisa americana ante o real, mas não foi suficiente para inverter o sinal.

O dólar comercial fechou com alta de 0,40% hoje nas negociações no mercado interbancário de câmbio a R$ 1,759. No mês, a moeda registra alta de 0,23% e no ano, ganho de 0,92%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão a R$ 1,7574, alta de 0,24%. O euro comercial registrou leve alta de 0,09% para R$ 2,319.

Ao manter a taxa de juros inalterada no intervalo entre zero e 0,25%, o Fed informou que o ritmo de recuperação da economia está mais lento do que se previa e que o gasto do consumidor cresceu, mas é contido pelo desemprego. A novidade foi a decisão da autoridade monetária de reinvestir os pagamentos do principal das dívidas de agências e de títulos de agências lastreados em hipotecas que estão vencendo em Treasuries de longo prazo, enquanto analistas esperavam ações nos títulos de curto e médio prazos. O Fed ainda informou que manterá a carteira de ativos estável em US$ 2,054 trilhões. "Foi uma medida tímida, mas foi melhor que não fazer nada", disse Marcello Paixão, sócio gestor da Principia Capital Management.

No mercado local, o Banco Central realizou leilão para compra de dólares no mercado à vista quase que ao mesmo tempo em que eram conhecidas as decisões do Fomc. O leilão, que aconteceu por volta das 15h35, fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,7560. Depois da captação de US$ 1 bilhão do Bradesco anunciada ontem, os operadores esperam novas operações corporativas, sem falar na capitalização da Petrobras e em novas ofertas de ações (IPOs). "Eu não me surpreenderia se a gente começasse a ver empresas querendo se antecipar à Petrobras com seus IPOs neste mês", opinou Correia.

No mercado global, perto das 16h40, o euro caía para US$ 1,3189, de US$ 1,3225 ontem no final da tarde em Nova York, enquanto o dólar se depreciava para 85,37 ienes, de 85,84 ienes ontem.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou com queda de 1,91% e foi negociado em média à R$ 1,847 na ponta de venda e a R$ 1,777 na compra. O euro turismo registrou recuo de 2,31% para R$ 2,41 (venda) e R$ 2,307 (compra).

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