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11/08/2010 - 10h36

Bolsas de NY abrem em queda após dados ruins

Nova York - As bolsas de Nova York abriram em baixa nesta quarta-feira, pressionadas pelo medo do investidor em relação ao ritmo de desaceleração nos Estados Unidos e no mundo. O sentimento é compartilhado pelo mercado de ações da Europa e Ásia, onde os sinais de desaquecimento na China, Japão e Reino Unido só ajudam a aumentar a aversão ao risco. Mais cedo foi divulgado que o déficit comercial dos EUA aumentou muito, subindo para US$ 49,9 bilhões em junho, o maior em 21 meses.

Às 10h31 (de Brasília), o Dow Jones registrava queda de 1,40% para 10.493,76 pontos, o Nasdaq cedia 2,13% aos 2.228,46 pontos e o S&P 500 tinha recuo de 1,55% para 1.103,17 pontos.

Os temores colocam as bolsas europeias em baixa, o petróleo abaixo de US$ 80 o barril, enquanto o dólar caiu abaixo de 85 ienes, para uma mínima em 15 anos. As principais bolsas asiáticas fecharam no vermelho.

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) decidiu ontem reinvestir o dinheiro dos bônus lastreados em hipotecas que estão vencendo em Treasuries de longo prazo. O BC norte-americano deixou bem claro que as perspectivas econômicas pioraram, manteve a política de juro zero, a frase sobre seguirem em níveis "excepcionalmente baixos por um período prolongado" e alertou que "o ritmo de retomada deve ser mais modesto no curto prazo do que o antecipado".

Vários analistas se surpreenderam não pelo anúncio das compras em si, mas pelo fato de o Fed optar por títulos de longo prazo e a maioria avalia que trata-se de um passo mais "simbólico" do que realmente efetivo para aquecer a economia cambaleante do país.

"A escolha por reinvestir seu portfólio era esperada, mas o fato de ter optado por Treasuries de longo prazo é um modo de expressar que não haverá mudança nenhuma na política por enquanto. O comunicado enfatiza os riscos de piora da economia e coloca o Fed na direção de mais medidas de afrouxamento, mas ainda não pronto para implementá-las", avaliou a economista Terry Sheehan, da consultoria Stone & McCarthy, à Agência Estado.

Ward McCarthy, economista-chefe da Jefferies & Co., disse ontem à AE que o Fed deverá migrar ao longo do tempo todo o seu portfólio em títulos lastreados em hipotecas para os Treasuries, o que deve levar pelo menos cinco anos.

Mais tarde, às 16h (de Brasília), o Fed deve detalhar como serão feitas essas operações daqui para frente. A primeira compra de Treasuries deve ser no dia 17 ou em dias próximos.

Na China, a inflação ao consumidor acelerou-se 3,3% em julho, mas o de inflação ao produtor perdeu força, enquanto as vendas no varejo mostraram leve desaceleração no mesmo mês. No Japão, os números de encomendas de maquinários vieram fracos e de preços de bens corporativos reforçaram a tendência deflacionária no país. No Reino Unido, o BC inglês rebaixou hoje suas estimativas para crescimento do país em 2011 de +3,6% para +3%.

No front corporativo dos EUA, entre as ações para se olhar estão as da Macy's. A rede varejista anunciou lucro de US$ 0,35 por ação no segundo trimestre, de US$ 0,02 por ação no mesmo período do ano passado. A Walt Disney divulgou aumento de 40% no lucro no terceiro trimestre fiscal ontem. Já a Nestlé relatou alta de 7,5% no lucro da primeira metade do ano e confirmou seus objetivos de crescimento para o ano todo.

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